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Jatrofa proporciona trabalho a 500 pessoas em Nacala-a-Velha

Maputo, 29 Mar. (AIM) - Um projecto de produção de jatrofa “Cuca” para a produção de etanol, presentemente em desenvolvimento no distrito de Nacala-a-Velha, na província de Nampula, norte de Moçambique, está a proporcionar postos de trabalho a cerca de 500 pessoas, maior parte das quais recrutadas localmente.

O administrador distrital de Nacala-a-Velha, Daniel Chapo, disse, recentemente, que o projecto, desenvolvido no âmbito da Zona Económica Especial de Nacala, já está a produzir jatrofa, “mas ainda de forma faseada”, na zona de Micolene.
O projecto, a cargo da empresa Aviam, de capitais italianos e moçambicanos, tem uma área concessionada de 10 mil hectares e prevê a instalação de uma fábrica de processamento da jatrofa para a sua transformação em etanol.
Orçado em cerca de 21 milhões de dólares norte-americanos, o projecto já foi certificado pelo Gabinete das Zonas Económicas de Desenvolvimento Acelerado (GAZEDA) e, segundo o administrador distrital, “apesar de ser um empreendimento de longo prazo, a produção de jatrofa já está a produzir um impacto positivo em Nacala-a-Velha”.
Chapo disse que, ainda no âmbito da Zona Económica Especial de Nacala, a companhia mineira Vale Moçambique já procedeu à desminagem do local onde será construído o terminal do carvão de Moatize, em Nacala-a-Velha. Igualmente, foi feita a desminagem ao longo do traçado por onde deverá passar a linha férrea que ligará Moatize a Nacala-a-Velha.
“O resultado deste trabalho foi extremamente positivo, porque constatou-se que a zona nunca foi minada, o que permitiu que, de imediato, a Austral Coal, uma empresa de consultoria, iniciasse o estudo sócio-económico deste projecto de construção de terminal de carvão em Nacala-a-Velha”, frisou Daniel Chapo.
Segundo aquele responsável, fundamentalmente, o trabalho consistiu no levantamento das infra-estruturas existentes tanto na zona onde vai ser construído o terminal de carvão como ao longo do traçado da ferrovia, que terá uma extensão de cerca de 900 quilómetros, “e o que se pretende é que quando chegar a fase de indemnizações e de outros processos sociais, tudo seja feito sem sobressaltos”.
“Ao longo de 2010, tivemos uma forte presença de representantes da Vale Moçambique em Nacala-a-Velha, trabalhando para a concretização deste projecto, que inicialmente se dizia que não iria acontecer no nosso distrito porque estava mais virado para a Beira”, realçou.
Refira-se que a Vale começou a operar em Moatize em 2004, quando ganhou o concurso para fazer estudos de viabilidade no local, a mais de 1,7 mil km ao norte da capital moçambicana, tendo em 2007 a empresa brasileira recebido autorização de lavra e iniciado as obras de implantação da mina no ano seguinte.
Antes de começar as escavações, a empresa precisou de reassentar 1.300 mil famílias. Só nesse processo foram gastos cerca de 50 milhões de dólares. Os moradores receberam novas casas de alvenaria e telhado de zinco.
Além da mina de carvão mineral a céu aberto na província de Tete, a Vale já faz estudos preliminares para extrair fosfato e níquel em Moçambique. A empresa actua em 35 países e tem mais de 100 mil empregados. É a segunda maior mineradora do mundo e a primeira em exploração de minério de ferro.
Os mercados em vista são Brasil, Europa, China, Índia e Japão, num total estimado de exportações da ordem de 1,2 milhão de toneladas de minério em 2011, com perspectiva de crescimento a partir de 2013.
 As reservas do minério em Moçambique são estimadas em 870 milhões de toneladas. 

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