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A partir de 2011: propinas da UEM mais caras para estudantes de Maputo

Maputo, 24 Dez. (AIM) – As propinas da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) em Maputo passam, a partir do próximo ano, a custar sete vezes mais caras para os estudantes de licenciatura daquela que é a maior e mais antiga instituição do ensino superior em Moçambique.

A decisão foi tomada durante a segunda sessão ordinária do Conselho Universitário realizada no passado dia 16 de Dezembro, tendo na mesma ocasião decidido agravar, em 400 por cento, as taxas cobradas pela inscrição de cada disciplina semestral.
Com efeito, a taxa de matrícula será agravada de 80 meticais (2,4 dólares americanos) para 600 meticais e o valor de inscrição por cada disciplina semestral aumenta de 105 meticais para 420 meticais. Para as cadeiras anuais aplica-se o preço de 840 meticais.
Falando hoje em Maputo em conferência de imprensa convocada para o efeito, o porta-voz da UEM, Joel das Neves, considera a medida como tendo sido 'bastante ponderada' que resultou de uma 'longa reflexão'.
Segundo a fonte, a tabela das propinas e inscrições dos cursos leccionados pela UEM em Maputo nunca foi actualizada nos últimos 19 anos e, ao longo desse tempo, os estudantes da capital do país pagavam taxas mais baixas em relação as outras implementadas pelas escolas existentes nos diversos pontos do país.
Essa diferença resulta do facto da maioria das escolas localizadas fora da cidade de Maputo serem recentes e terem desde a sua fundação implementado tabelas mais próximas da realidade.
Para ilustrar essa situação, Joel das Neves disse que o custo médio de um estudante de licenciatura em Moçambique é de 2500 dólares, mas deste valor os estudantes de Maputo só comparticipam com 2,4 por cento, contrariamente a cinco por cento referente a contribuição dos estudantes das províncias.
'Esta é uma decisão bastante ponderada que resulta de uma reflexão de quase 19 anos. É uma medida muito sensível, mas agora tem de acontecer e agradecemos a compreensão de toda a sociedade', disse ele, falando a jornalistas.
Questionado sobre se a medida não contraria com a decisão do Governo em manter as medidas destinadas a aliviar o já elevado custo de vida no país, das Neves disse que a UEM está ciente das dificuldades da sociedade, mas também é necessário garantir o melhoramento das condições dos próprios estudantes.
'Achamos que é um sacrifício que os próprios estudantes aceitam. Não houve imposição, desde o início estivemos a negociar com os estudantes e chegamos a esse consenso', disse ele.

UEM introduz novos cursos de licenciatura e mestrado
Maputo, 24 Dez (AIM) – A Universidade Eduardo Mondlane (UEM), a maior e mais antiga instituição do ensino superior em Moçambique, vai introduzir quatro novos cursos de licenciatura e de mestrado a serem leccionados a partir do ano lectivo de 2011.
Para o grau de licenciatura, trata-se dos cursos de Organização e Gestão da Educação, Engenharia e Gestão Industrial, Ciências de Engenharia do Ambiente e Ciências do Desporto, este último que poderá obrigar a abertura de uma nova escola superior.
Estes são parte dos nove cursos de licenciatura cujos currículos acabam de ser aprovados pelo Conselho Universitário durante a segunda sessão ordinária do Conselho Universitário realizado a 16 de Dezembro corrente.
Falando em conferência de imprensa hoje, em Maputo, o porta-voz da UEM, Joel das Neves, disse que estes currículos foram aprovados em conformidade com o novo currículo de licenciatura de três anos em vigor naquela instituição do ensino superior desde 2009.
Para além dos cursos referidos, o Conselho Universitário aprovou 10 novos cursos de mestrado das diversas áreas-chave, com destaque para Economia, Agronomia, Engenharias, Medicina e Ciências.
Na ocasião, o porta-voz da UEM anunciou igualmente que a partir de 2011, os cursos de licenciatura da Faculdade de Agronomia e Engenharia Florestal da UEM serão apenas leccionados em Sábie, província meridional de Maputo, onde decorrem as obras de construção do novo campus para albergar esta faculdade.
Segundo Joel das Neves, a medida visa conferir uma maior aproximação dos estudantes a realidade estudada.
Assim, o recinto da Faculdade de Agronomia e Engenharia Florestal em Maputo irá leccionar apenas os cursos de mestrado.

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