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Para o próximo ano lectivo : MEC deverá contratar mais dez mil professores

Maputo, 27 Nov (Jornal notícias) - O Ministério da Educação e Cultura (MEC) perspectiva contratar para o próximo ano lectivo perto de dez mil novos docentes para o provimento dos lugares abertos com o crescimento da rede escolar e visando garantir o arranque do ano lectivo sem sobressaltos.

O MEC, em Reunião Nacional dos Recursos Humanos desde ontem, definiu que o ano lectivo de 2007 deve arrancar com os professores já posicionados nas escolas onde vão trabalhar e já apresentados às comunidades. Moisés Matavele, director nacional dos Recursos Humanos no MEC, disse ontem que tudo está sendo feito para que a contratação e afectação dos docentes seja feita a tempo e horas, após o Conselho de Ministros ter ampliado o tempo que inicialmente estava disponível para o efeito. Ao invés de o processo arrancar em Outubro, como acontecia anteriormente, a partir deste ano as contratações são feitas a partir de Setembro. De acordo com Matavele, os dez mil docentes previstos estão de acordo com as capacidades económicas do país, daí que vai continuar a haver professores a duplicarem turnos. O ideal era a contratação de cerca de quinze mil docentes, o que não é possível devido ao problema de cabimento orçamental. Para além do alargamento do período de contratação, os contratos serão de três anos. "Será preciso divulgarmos antecipadamente as vagas que temos em todas as instituições, por forma a que os candidatos que queiram concorrer possam fazê-lo na devida altura. Dentro dos departamentos devemo-nos organizar para a rápida tramitação do expediente", disse Matavele. Dos efectivos previstos para o próximo ano, apenas mil terão formação específica. As estimativas apontam que perto de três mil docentes são formados anualmente e quase todos eles podem ser absorvidos. "Alguns terminam a formação e não são absorvidos. Nós temos necessidade de professores em todas as províncias. Temos feito esforços para que se criem condições de alojamento, porque trata-se de pessoas que, nalguns casos, saem de uma província para outra", disse. Visando equilibrar a formação e contratação de docentes, o MEC está a projectar a construção de instituições de formação em todas as províncias. Neste momento, todas, com a excepção de Niassa e Manica, têm Institutos de Magistério Primário e Centros de Formação de Professores. Falando na abertura do encontro, o Vice-Ministro da Educação e Cultura, Luís Covane, disse que será preciso encontrar mecanismos que permitam melhorar e agilizar os processos de mudança de carreira por conclusão de nível académico, progressões, promoções e nomeações de funcionários em comissão de serviço, aspectos que têm constituído um constrangimento com reflexos no desempenho da instituição. Chamou a atenção para a necessidade de os gestores dos recursos humanos agirem de forma proactiva e ter os funcionários sempre conscientes das suas obrigações, dos seus direitos e dos caminhos para atingi-los.
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