Massingue considera positivo desempenho do MCT
Chidenguele (Moçambique), 23 Jul 09 (AIM) - O Ministro moçambicano da Ciência e Tecnologia, Venâncio Massingue, considera positivo o desempenho do sector que dirige durante o mandato de cinco anos prestes a terminar.
“A nossa auto-avaliação é positiva”, disse Massingue, falando a jornalistas momentos depois da abertura do IV Conselho Coordenador do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) que iniciou ontem em Chidenguele, distrito de Manjacaze, província sulista de Gaza, sob o lema “Ciência, Tecnologia e Inovação orientadas para o incremento do Produto Interno Bruto”.
Massingue destacou a expansão da ciência e tecnologia ao nível nacional, conceito já conhecido em todos os 128 distritos do pais, realidade facilitada pela criação, durante este período, de representações do Ministério aos níveis provincial e distrital.
Além disso, o Governo aprovou, logo no início do mandato, vários instrumentos legais importantes que permitem ao cientista trabalhar de forma confortável, segundo disse o Ministro, destacando, de entre esses instrumentos, a Estratégia de Ciência, Tecnologia e Inovação de Moçambique, ECTIM, (aprovada em Junho de 2006), e o estatuto do investigador científico.
No âmbito da ECTIM, o MCT tem estado a desenvolver diversos projectos, tais como o Programa Criando o Cientista do Amanhã, Olimpíadas de Informática, Concurso Equamat (de Matemática via informática), cursos de metodologia de investigação científica e gestão da ciência e inovação, entre outros.
Das acções desenvolvidas no domínio da inovação, o Ministro realçou, já na abertura do encontro de três dias, o Programa do Inovador Moçambicano, cujo objectivo é identificar e apoiar inovadores nacionais, bem como o Programa Vilas do Milénio, que visa contribuir para a melhoria da qualidade de vida das comunidades através da aplicação da ciência.
Massingue salientou também o sucesso da implementação dos “projectos inovação” pelo Fundo Nacional de Inovação, visando financiar as iniciativas com maior impacto na produção de bens e serviços, bem como a inclusão do sector da Ciência e Tecnologia no novo Código de beneficiários fiscais, assim como a implementação da Estratégia da Propriedade Intelectual aprovada pelo Conselho de Ministros.
Aquele governante apontou, por outro lado, a consolidação da acção do sector, bem como a sua interligação com outras instituições relevantes no campo da investigação, como principais desafios para os próximos anos.
“O nosso sonho é a criação de um Centro de Investigação em cada distrito (do total de 128 em todo o país)”, disse o Ministro, salientando que, para o efeito, o país precisa, de entre várias actividades, acelerar a formação de quadros para, paralelamente, poder estabelecer os Parques da Ciência e Tecnologia.
No tocante a formação de quadros, Massingue referiu que, actualmente, o país conta com cerca de 150 bolseiros espalhados pelo mundo a frequentar cursos de mestrado e doutoramento. A nível nacional, existem também esforços em curso visando acelerar a formação de quadros, com destaque para um projecto levado a cabo pelo Instituto de Ciência de Saúde de Maputo.
Outros desafios do Ministério da Ciência e Tecnologia para os próximos anos têm a ver com a expansão das vilas do Milénio por outros pontos do país, garantia da adição do valor ao produto através da acção do investigador, industriais e produtores, bem como a identificação de tecnologias baratas que permitam melhorar as condições de vida das populações, como por exemplo na construção de habitações e vias de acesso.

