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MCT preocupado em elevar contribuição da ciência no PIB

Maputo, 27 Jul 09 (AIM) – A necessidade de melhorar a contribuição da ciência para aumentar o Produto Interno Bruto de Moçambique (PIB) foi o principal tema do 4⁰ Conselho Coordenador do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) realizado, semana passada, em Chidenguele, distrito de Manjacaze, província sulista de Gaza.

O evento, que decorreu sob o lema ”Ciência, Tecnologia e Inovação orientadas para o incremento do Produto Interno Bruto (PIB)”, também discutiu como reverter o actual cenário do comércio em Moçambique, caracterizado pelo desequilíbrio da balança de pagamentos, com o valor das importações superando o das exportações.

 

“Todos reconhecemos o importante papel da ciência e tecnologia para o incremento do PIB. Agregando o valor do conhecimento à nossa produção, poderemos melhorar a nossa competitividade a nível internacional, a nossa economia e, consequentemente, a qualidade de vida da nossa população”, disse o titular da pasta da Ciência e Tecnologia, Venâncio Massingue, falando na Sexta-feira, durante a sessão de encerramento desta reunião de três dias.

 

“Este é, sem dúvidas, o nosso maior desafio”, acrescentou o Ministro. “Acreditamos que poderemos superá-lo através do nosso trabalho árduo e abnegado”.

 

Assim, o MCT está apostado a orientar a pesquisa na agro-pecuária, uma área considera como sendo de elevado rendimento, com vista a contribuir cada vez mais para o aumento do PIB.

 

A escolha destas áreas deve-se ao facto de a maioria da população moçambicana se dedicar a agricultura, particularmente na produção da mandioca e do milho.

 

A pesquisa na área de agricultura em Moçambique não constitui alguma novidade. Por exemplo, há vários anos que o Instituto de Investigação Agrária, a principal instituição de pesquisa do ramo no país, tem vindo a fazer pesquisas, mas, infelizmente, os resultados do seu trabalho são invisíveis junto das comunidades.

 

Aliás, uma variedade moçambicana de semente de milho chamada “Sussuma”, liberta pelo IIAM em 2003 está a dar sucessos no vizinho Malawi, mas aqui no país ela nem sequer é conhecida. Este é apenas um simples exemplo de uma lista de variedades de sementes desenvolvidas no país que, eventualmente, são exportadas de forma ilegal para outros países onde irão contribuir para o seu desenvolvimento.

 

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