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PARPA II deve privilegiar acesso à tecnologia

Maputo, 03 de Jun (AIM)- A organização G20, uma Plataforma das Organizações da Sociedade Civil moçambicana para a Participação nos Observatórios da Pobreza, defende que o Plano de Acção para Redução da Pobreza Absoluta (PARPA II) deve adoptar uma estratégia em que o conhecimento tecnológico privilegie o nível comunitário na gestão dos recursos agricolas e de água.

O grupo também considera que este Plano deve colocar mais recursos nas comunidades para que elas possam utilizar as novas tecnológias, e saibam como aplicá-las na produção.

Estas informações constam do relatório anual da pobreza 2005, lançado ontem em todo o país.

O grupo G20 acredita que o campo pode gerar rendimentos atractivos e regulares se os investimentos em infra-estruturas forem feitos tendo em conta a produção à nível familiar e também de rendimento.

De acordo com o relatório, tal esforço passa por acções concertadas entre a comunidade doadora e os agricultores moçambicanos, que devem apresentar um plano detalhado, que use todas os mecanismos para o  desenvolvimento do sector agrícola no país.

Esses esforços passam pelo melhoramento da irrigação e gestão da água, comercialização e facilitação do acesso aos mercados, investigação para melhoria, multiplicação e selecção de sementes e aumento da fertilidade dos solos bem como gestão sustentável de recursos naturais e  garantia do direito ao acesso ao uso e aproveitamento da terra.

O relatório refere ainda que, para maximizar as potencialidades locais é importante desenhar planos que respeitem as diferenças entre os vários pontos agrícolas no país.
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