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Moçambique procura conter défice energético

Maputo, 08 Out 07 (AIM) – Moçambique está a identificar e implementar projectos de média e grande dimensão para a geração de energia eléctrica visando conter o défice energético que já esta a comprometer a prossecução de iniciativas de desenvolvimento não só no país, bem como na região.

Salvador Namburete, Ministro da Energia, diz que o Executivo não vai descansar enquanto não encontrar soluções capazes de ajudar a contenção do défice de energia no país.

O plano apresentado pelo Governo, em Marco último, aponta a necessidade de cerca de cinco bilhões de dólares norteamericanos para serem investidos em projectos energéticos para fazer face a falta de energia eléctrica imposta pelo desenvolvimento não só do país como da região.

Moçambique, segundo escreve o matutino “Notícias”, tem um potencial de geração de energia eléctrica estimado em 14.700 MW. Para o efeito, o Governo já identificou e desenhou projectos para a construção de centrais eléctricas em Moatize, Temane, Massingir, Lurio e Majaua, nas províncias de Tete, Inhambane, Gaza, Zambézia e Nampula, respectivamente.

A concretizado destes projectos vai abrir o caminho para a viabilização dos projectos de Areias Pesadas de Chibuto, MOZAL II, entre outros projectos que irão consumir cerca de 2.522 MW até 2020.

Para a construção da central de Moatize, com capacidade para gerar 1500 MW usando carvão mineral, Namburete garantiu, sem revelar nomes, que já recebeu uma proposta de uma empresa candidata a parceira, para o desenvolvimento do projecto.

Com relação a central de Massingir, em Gaza, segundo o ministro, já foi seleccionado o parceiro, estando em curso negociações da concessão para depois se passar a fase de mobilização do financiamento para construção.

“Temos a central do Lúrio que esta na fase de finalização do estudo de viabilidade. Dentro de dias esperamos que nos seja entregue a primeira versão para passarmos a fase de promoção do projecto”, disse.

Namburete explicou que para a central de Majaua na Zambézia, já foi concluído o estudo de viabilidade e a proposta de desenvolvimento do projecto que entretanto já foram entregues ao Governo.

Em relação a central de Temane, que vai usar gás natural, Namburete diz que já foi constituído o consórcio que vai executar as obras que, inclusive já assinou um memorando de entendimento.

“Já há acordo entre os parceiros para o avanço do projecto garantiu. Associada a estes projectos está projectada a construção de uma linha de transporte de energia com uma extensão de cerca de 1400 quilómetros ligando as centrais de Cahora Bassa, Mpanda Nkuwa, Temane e a linha da Motraco, em Maputo num projecto orçado em 2.3 bilhões de dólares norte americanos.


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