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CAN-Interno: Mambas empatam com Palancas Negras

Maputo, 25 Ago. (AIM) – A selecção moçambicana de futebol, os “Mambas”, consentiu na tarde de domingo em Maputo um empate sem abertura de contagem frente as “Palancas Negras” de Angola no jogo da primeira mão da última eliminatória de acesso ao Can-Interno na África do Sul em 2014.

O nulo no resultado, apesar de não comprometer o acesso dos Mambas ao CAN-Interno, torna muito difíceis as contas da qualificação, uma vez que as Palancas Negras terão o privilégio de jogar em seu reduto na partida da segunda mão a ser disputada próximo sábado na cidade de Benguela.
Os Mambas até entraram muito bem no jogo, a trocarem perfeitamente o esférico, bem como a recuperar muitas bolas no meio campo, feito que permitiu investidas incessantes à baliza angolana, com os atacantes João Mazive, Josimar e o central Alvarito a darem outro impulso ao jogo.
Não obstante a enorme pressão do caudal ofensivo dos Mambas, a primeira metade do jogo terminou sem abertura de contagem.
Aliás, o quarteto da arbitragem zimbabweana anulou muito bem um golo de um atacante angolano, volvidos cerca de 12 minutos do encontro, que estava em posição irregular.
No reatamento, os Mambas continuaram a procurar, a todo o custo, um golo que alimentasse as esperanças de um triunfo frente as Palancas Negras, investindo num estilo de jogo bastante ofensivo, porém esse mesmo tento tardava em aparecer.
O seleccionador nacional interino, João Chissano, operou algumas substituições visando alimentar mais o ataque, e João Mazive ainda teve uma soberba oportunidade de “matar” o jogo aos 89 minutos, mas o guarda-redes angolano negou a consumação desse desiderato.
No final da etapa complementar mais quatro minutos de compensação os Mambas não conseguiram violar a baliza angolana, devendo, agora, redobrar os esforços para conseguir arrancar o triunfo em Benguela.
O seleccionador do Mambas afirmou, no final da partida, que a qualificação é difícil mas não impossível devendo os atletas manter os níveis de determinação para que as coisas aconteçam.
O quarteto de arbitragem esteve muito bem na sua actuação, embora o seleccionador de Angola, o uruguaio Gustavo Ferrin, tenha emito um comentário desabonatório, a ponto de classificar toda a arbitragem do continente africano como sendo “zarolha”.

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