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Garrido exige cultura de trabalho

Maputo, 16 Ago – O Ministro da Saúde, Ivo Garrido, manifestou-se desapontado com a “situação dramática” em que se encontra o sector de Manutenção do Ministério.

Garrido, que falava, hoje (quarta-feira), em Maputo, na abertura da 1ª Reunião Nacional de Manutenção do Ministério da Saúde (MISAU), disse ser necessário implantar em todas as unidades de manutenção da instituição a cultura de trabalho árduo e zelo e, acima de tudo, de prestação de contas.

O Ministério apontou, a título de exemplo, que mais de 90 por cento das unidades sanitárias do país não tem água canalizada, nem energia eléctrica e questionou, igualmente, quais as razões que colocam o sector na crise em que se encontra.

“Face a situação a todos os títulos dramática, a pergunta que constantemente me faço e que hoje, aqui, coloco a todos vos é porque é que o sector de manutenção se encontra numa crise tão profunda”, questionou.
 
Porém, Garrido disse que uma analise ao funcionamento do sector permitirá encontrar formas de aperfeiçoar o trabalho e tornar a manutenção em mais uma alavanca dinamizadora do processo de mudança na Saúde.

Para concretizar estes objectivos, segundo o Ministro, é necessario, por um lado, que os funcionários tenham a coragem de apontar as suas insuficiências, as falhas, assim como os métodos de trabalho incorrectos.

Historiando sobre o estado em que se encontra o sector de manutenção, ele disse que as unidades sanitárias e residencias do pessoal da Saúde encontram-se em avançado estado de degradaçado e há anos clamam por uma reabilitação, as vezes mesmo por uma simples pintura.

Segundo o Ministro, as paredes desses imóveis têm fendas, telhados partidos ou as chapas de zinco furadas permitindo infiltrações permanentes de águas pluviais, o que acelera a degradação precoce dessas infraestruturas.
 
No domínio do imobiliário, por exemplo, Ivo Garrido afirmou que as camas, mesas, cadeiras e outro imobiliário, incluindo metálico, clamam igualmente por uma pintura ou reabilitação urgente.

Estes e outros malefícios que campeiam no MISAU são, segundo este Governante, resultantes da atitude individualista, egoísta que leva ao comodismo, a falta de iniciativa, a apatia e a desmotivação dos trabalhadores da manutenção, cujo maior objectivo é apenas o salário.

No entanto, segundo o Ministro, enquanto esta atitude prevalecer no sector da manutenção nada irá mudar, mesmo que aumente o número de trabalhadores qualificados, até mesmo o orçamento destinado ao sector.

Para contrariar esta tendência, ele instou os participantes no encontro de dois dias a adoptarem doravante uma atitude mais enérgica perante o trabalho.

“Seremos implacáveis com todos os prevaricadores. Não toleraremos comportamentos desajustados a actual fase de reconstrução do país”, vincou, acrescentando a importância de medir a produção e sobretudo a produtividade de cada unidade e de cada trabalhador do sector.

O sector de manutenção do MISAU tem a missão de instalar, manter e salvaguardar o patriomónio de equipamento médico e mobiliário hospitalar, instalações técnicas, infraestruturas e meios circulantes, entre outras tarefas.

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