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MISAU desenvolve plano “ambicioso” de combate a malária

Maputo, 24 Out (AIM) - O Ministério moçambicano da Saúde (MISAU) está a trabalhar a todo custo para garantir financiamento do Plano Estratégico de combate a Malária, desenhado com o objectivo de reduzir o peso desta doença em Moçambique.

O plano, que deverá se prolongar até 2009, está orçado em cerca de 60 milhões de dólares norte-americanos anuais. Garantir a efectivação de testes rápidos de diagnóstico da malária, expandir as pulverizações, aumentar a cobertura da distribuição das redes mosquiteiras, tratar a malária com medicamentos eficazes, são parte das áreas que o sector da saúde em Moçambique quer ver potenciadas, o suficiente para que esta doença deixe de constituir um grande entrave a vida social e económica. Só em 2005, Moçambique registou oficialmente quatro mil óbitos em cerca de seis milhões de casos da malária diagnosticados.

“É um plano que já começou a ser implementado e que já está a espelhar uma ambição realística. Já se notou que o plano é possível e não utópico. Estamos a pôr no papel algo que já começámos a fazer”, disse, esta Terça-feira (hoje), à jornalistas, o director do Programa Nacional de Controlo da Malária, Francisco Saute.

Falando a margem do Seminário de dois dias sobre o Quadro de Tomada de Decisão Sobre a Vacina Contra a Malária na Região africana, que ainda hoje arrancou na cidade de Maputo, Saute acrescentou que o que se pretende é tornar este plano sustentável nos próximos anos.

Ao se apostar no diagnóstico rápido, segundo Saute, pretende-se minimizar o tempo que os pacientes levam nas unidades sanitárias a espera dos resultados das análises, para além de que a mesma medida vai dotar de capacidade de diagnóstico de malária aos centros de saúde que nem se quer possuem laboratório de análises clínicas.

Enquanto isso, segundo a fonte, com o plano de expansão da distribuição das redes mosquiteiras pretende se alcançar principalmente àquelas comunidades que não são integralmente abrangidas pela pulverização.

Ainda no tocante as pulverizações, Saute garantiu que já esta sendo reintroduzido gradualmente, no país, o uso do DDT, um pesticida considerado eficaz no combate a reprodução do mosquito, causador da malária. No caso de Moçambique, o uso do DDT foi descontinuado a partir da década de 70.

De acordo com ele, o uso do DDT já começou nas províncias de Maputo, e Zambézia, no sul e centro do país respectivamente.

Quanto ao tratamento, Saute explicou que o objectivo é levar os medicamentos eficazes ate as zonas remotas. “Já não queremos que a cloroquina continue a ser usada mesmo nos postos de saúde comunitários. Queremos é que em todos os pontos do país, incluindo os mais remotos, estejam disponíveis medicamentos eficazes”, sublinhou Francisco Saute.

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