FUTUR desembolsa 2.4 milhões de dólares
Maputo, 09 Jan 2007 (AIM)- O Fundo Nacional de Turismo (FUTUR) concedeu, no ano passado, créditos no valor de 2.4 milhões de dólares EUA ao empresariado nacional.
Segundo informações do Ministério moçambicano do Turismo (MITUR), os fundos beneficiaram 13 estabelecimentos turísticos em todo o país e permitiu o lançamento da iniciativa dos projectos âncora para o distrito de Matutuíne, em Maputo, e na Zambézia, no centro de Moçambique.
Estes projectos essencialmente indicam as áreas para o desenvolvimento do turismo e definem o tipo de projectos para cada uma delas. Nos últimos cinco anos, o empresariado nacional recebeu apoios, através do FUTUR, no valor de 12 milhões de Meticais, para um total de 62 projectos.
Ao longo desses anos, os empresários da província de Maputo foram os mais beneficiados, com um total de 16 projectos aprovados.
Em seguida destaca-se o sector privado das províncias da Zambézia, Nampula (norte) e Gaza (sul), com um total de nove, sete e seis projectos, respectivamente. A província de Cabo Delgado, apesar das suas potencialidades turísticas reconhecidas, como praias, ilhas e arquipélagos, para além do mosaico culural e artístico foi a que menos apoio recebeu do FUTUR.
Nesta província, os empresários receberam dois financiamentos em 2000, cujos valores não são referidos nos dados do MITUR.
Porém, em 2006 foi lançado em Cabo Delgado um projecto denominado “Arco Norte”, num investimento de 5.5 milhões de dólares. De acordo com o MITUR, esse projecto foi lançado com o intuito de dinamizar o turismo em toda a região norte.
O sector do turismo assume o primeiro lugar no investimento estrangeiro e é o segundo maior contribuinte para o Produto Interno Bruto (PIB), posição que se acredita venha a superar em muito pouco tempo, dadas as potencialidades turísticas que o país possui e a dinâmica que o próprio sector está a assumir.
Moçambique é apontado como um dos maiores destinos turísticos do mundo para 2007, segundo refere o “The Independent”, um dos mais prestigiados jornais britânicos, na sua edição de sábado, dia 30 de Dezembro de 2006.
Outros países apontados por este jornal são o Montenegro, Madagáscar, Zanzibar (Tanzânia), Maurícias, Egipto, Seychelles, Austrália (Sidney), entre outros.
“Moçambique está agora em paz, mas ainda vai demorar até que os turistas considerem este país africano, outrora devastado pela guerra, como um dos destinos turísticos sério”, lê-se numa das passagens do texto.
O “Independent” dá um destaque particular a Ilha do Ibo, uma das 32 ilhas do Arquipélago das Quirimbas, situadas na província nortenha de Cabo Delgado e que outrora se tornou num importante entreposto comercial Português, como sendo um dos maiores atractivos, dada a sua beleza.
Aliás, a popularidade do turismo moçambicano é tal que já esteve no país (Moçambique), em gozo de férias, o príncipe britânico Harry. Harry, membro da Família Real Britânica, e neto da Rainha Isabel II, chegou na última semana de Dezembro passado ao Arquipélago de Bazaruto para uma visita de 10 dias a convite do pai da sua namorada.
Dados a que a AIM teve acesso junto do Ministério do Turismo indicam que, no início da década de 1990, Moçambique recebia cerca de cinco mil turistas ano, tendo este número subido para cerca de 700 mil em 2005.

