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Ministro Sumbana pede passo acelerado no sector de turismo

Maputo, 26 Mai 09 (AIM) – Há menos de um ano do fim do mandato, o Ministro moçambicano do turismo e da Juventude e Desportos, Fernando Sumbana, considera que é altura de se acelerar o passo para que o sector de turismo comece a trazer grande volume de receitas para os cofres do Estado, dadas as potencialidades que Moçambique possui nesse domínio. Sumbana fez este pronunciamento ontem, em Maputo, durante o Conselho Consultivo Alargado do Ministério do Turismo (MITUR), que reúne quadros da instituição nível central e provincial para além dos responsáveis pelos parques e reservas nacionais.

“Estamos no fim do quinquénio, pelo que há necessidades de concentramos todos os esforços no sentido de garantirmos que o mesmo seja encerrado com chave de ouro. O tempo é escasso, mas temos que correr, acelerar o passo para alcançarmos os objectivos que traçamos, por forma honrar os compromissos que o nosso sector assumiu no início deste quinquénio”, exortou.

 

Para Sumbana, as taxas de crescimento das receitas do sector de turismo são extraordinárias, porém, ainda não são suficientes para constituem um dos maiores contribuintes para os cofres de Estado.

 

Neste momento, segundo estatísticas actualizadas, o turismo contribui com 1.5 por cento para o Produto Interno Bruto (PIB). No ano passado, o sector arrecadou 185 milhões de Dólares Norte-americanos em receitas do turismo internacional.

 

“As taxas de crescimento do sector do turismo tem sido extraordinárias. Precisamos acelerar o passo e garantir que a indústria comece a trazer mais receitas para o Estado. Queremos que o turismo comece a representar muito no PIB de Moçambique, que este sector esteja entre os cinco primeiros maiores sectores em termos de crescimento e contribuição”, defendeu.

 

“Quanto às receitas do turismo internacional, estas têm apresentado uma tendência sempre crescente, tendo de 2005 a 2008 aumentado em cerca de 60 milhões USD, que em termos percentuais corresponde a 46.6 por cento, com um crescimento de cerca de 14 por cento por ano” acrescentou.

 

Entretanto, no que refere ao turismo doméstico, ainda não há dados sobre a contribuição que dos moçambicanos neste sector. O turismo doméstico ainda é incipiente em Moçambique devido a vários factores, a começar pelo facto de muitos moçambicanos não disporem de recursos para despender em lazer, agravado com os elevados custos de transporte quer aéreos quer rodoviários, altos preços de alojamento.

 

Estes custos que inibem os nacionais a passearem pelo seu país é resultado da ausência de pacotes especiais para nacionais. O turismo moçambicano é muito virado a estrangeiros. Para Sumbana, o problema é resultante da falta de planificação de férias antecipada por parte dos moçambicanos. “O problema do turismo doméstico é a baixa renda nacional porque as pessoas não podem viajar sem nada. Mas também há a sublinhar que os moçambicanos devem começar a planificar as ferias com um ano de antecedência porque existem agencias e instituições que oferecem grandes promoções, as vezes até cerca de 50 por cento de descontos no alojamento, transportes e outros serviços” referiu. Sumbana faz um balanço positivo das actividades desenvolvidas pelo seu sector ao longo dos últimos quatro anos.

 

“Não tínhamos estabelecimentos hoteleiros em várias províncias, não tínhamos estabelecimentos para o segmento nacional e hoje já temos e podemos ir a qualquer ponto do país e temos alternativas. Não tínhamos empreendimentos de qualidade fora de Maputo e hoje já temos, em Nampula, Cabo Delgado, Niassa, Zambézia, em todo o país” disse, acrescentando que “o mais interessante é que temos operadores nacionais a oferecerem produto de elevada qualidade” defendeu.

 

Por outro lado, Sumbana considera que ao longo dos últimos quatro anos, se estabeleceram pilares para garantir o funcionamento do sector de turismos em todo o país, ao se criar uma base  legal e legislativa.

 

“Temos a destacar o estabelecimento do quadro legal do sector, o que nos permite obter melhor orientação e controle do desenvolvimento do turismo. Construímos também, uma plataforma em termos legislativos e institucionais que permitiu a promoção e o desenvolvimento do Turismo no país, desde o Plano Estratégico de Desenvolvimento do turismo 2004-2013, as Estratégias de Desenvolvimento de Recursos Humanos e de Marketing, Política e Lei do Turismo e dos decretos relativos ao Alojamento, Restauração, Bebidas e Salas de Dança, entre outros instrumentos” enumerou.

 

Para aquele dirigente, o sector do turismo tem o desafio de produzir estatísticas, reposicionar as áreas de conservação a partir da aprovação da política, vedação na Reserva Especial de Maputo e no Parque Nacional das Quirimbas, bem como a formação de profissionais do sector em matérias de conservação, fauna bravia, hotelaria e restauração.

 

Por outro lado, constituem desafio do sector do turismo garantir um maior envolvimento das comunidades em actividades de rendimento nas áreas de conservação, estabelecimento de unidades de alojamento ao nível dos distritos, entre outros.

 

Durante o encontro, Sumbana fez referencia à crise financeira internacional que provocou desaceleração do crescimento do sector do turismo nalguns países e estagnação noutros, com maior incidência para os principais emissores do turismo.

 

O Conselho Consultivo alargado do MITUR tem a duração de dois dias e não de três como tinha sido dado a conhecer anteriormente pelos organizadores.
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