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Estados Unidos da Africa: Guebuza reitera gradualismo

Addis Abeba, 02 Fev (AIM) – O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, reiterou que o processo de criação dos Estados Unidos da África e, por conseguinte, do governo africano deve ser gradual e que os países membros da União Africana (UA) não devem correr.

Guebuza, que falava a imprensa internacional a margem da 14ª Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da UA, que desde Domingo decorre em Addis Abeba, Etiópia, sublinhou que ainda há muita distância entre a actual UA e a que se pretende que seja, isto é os Estados Unidos da África.

 

A posição do Chefe do Estado moçambicano, que regressa a Maputo ainda hoje, tem vindo a ser partilhada por vários países africanos, particularmente ao nível da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

 

Na véspera da Cimeira, o então presidente da UA, o líder líbio Muammar Khadafi, concedeu uma longa entrevista a agencia PANA, manifestando o seu cepticismo quanto aos resultados alcançados pela organização desde a sua criação.

 

Segundo ele, passados cerca de dez anos após a proclamação da UA “e na sequência de um trabalho laborioso, os africanos rendem-se, infelizmente, à evidencia de que o continente continua longe de realizar o seu projecto de uma África unida.

 

Khadafi reconheceu, porem, que os Estados Unidos da África, de que ele é ferrenho defensor, não se realizarão por si só, mas pela criação de mecanismos próprios para o cumprimento desta missão.

 

Mesmo ciente da existência de dificuldades de varia ordem, Khadafi promete continuar a trabalhar para se criar tais mecanismos que, na sua opinião, consiste em formar, em primeiro lugar, um governo federal, integrado pelos ministérios dos negócios estrangeiros, de defesa, do comercio externo e dos transportes e comunicações. Em seguida, juntar-se-iam outras pastas ministeriais.

 

Os que defendem o gradualismo no processo de criação dos Estados Unidos da África, como é o caso de Moçambique, sustentam a sua posição argumentando que os blocos regionais precisam ainda de se consolidar, não sendo viável correr para a criação do governo africano.

 

Entendem ainda os defensores do gradualismo que há toda a necessidade de se criar bases a partir dos blocos regionais que, actualmente, enfrentam situações de vária ordem que a não ser acauteladas, a ideia dos Estados Unidos da África pode cair no descrédito.

 

Mas para Khadafi, os africanos podem estar no estágio em que se encontram por medo de mudanças.

 

Entretanto, o Zimbabwe, a África do Sul e a Namíbia vão representar a África Austral no Conselho de Paz e Segurança da União Africana.

 

Este órgão é composto por 15 membros, cujo mandato varia entre dois e três anos. A eleição destes membros decorreu durante a reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros africanos, no âmbito da Cimeira da UA.

 

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