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Município lança projecto "Estrada Circular de Maputo"

Maputo, 07 Mar. (AIM) – O presidente do município de Maputo, David Simango, diz que o projecto para a construção da Estrada Circular de Maputo já arrancou efectivamente, estando actualmente em curso a mobilização do equipamento e construção do estaleiro.

“O projecto, orçado em 315 milhões de dólares, contempla a construção de uma estrada com uma extensão de 74 quilómetros, dos quais 52 quilómetros consistem numa construção de raiz, e os restantes 22 serão uma reabilitação ou melhoramento”, disse Simango, falando hoje, em Maputo, durante uma conferência de imprensa para a apresentação do empreendimento.
Deste montante, 300 milhões de dólares serão desembolsados pelo governo chinês, sendo o valor remanescente a contribuição do governo moçambicano. 
Segundo o edil da cidade de Maputo, o projecto também prevê a instalação de portagens, fora da cidade de Maputo, cujo número ainda falta determinar. 
“Este é um projecto de construção de uma estrada que, em princípio, terá portagens, não dentro da cidade”, disse. 
A estrada circular liga as cidades de Maputo, Matola e o distrito de Marracuene. 
Fazendo uma breve descrição do projecto, Simango explicou que a estrada compreende seis secções. A primeira secção parte da avenida da Marginal até ao bairro da Costa do Sol, com uma extensão de 6,3 quilómetros. Depois segue-se uma outra secção que passa pelo bairro dos pescadores, para terminar no bairro do Chiango, com uma extensão de 19,9 quilómetros. 
A terceira secção liga o Chiango à Estrada Nacional Número 1 (EN1), no cruzamento do Grande Maputo, junto ao novo Estádio Nacional do Zimpeto, com uma extensão de 10,5 quilómetros. A quarta secção parte do Estádio Nacional do Zimpeto até ao distrito de Marracuene com uma extensão de 15,5 quilómetros. A quinta secção liga a EN1 e N4 (estrada que liga a cidade de Maputo à cidade sul-africana de Witbank), no bairro do Txumene, município da Matola, com uma extensão de 16,3 quilómetros. A sexta secção, parte do nó da Machava até a praça de 16 de Junho, na cidade de Maputo.
Para a construção do empreendimento, foi seleccionada a empresa “China Road and Bridge Corporation”. 
Na ocasião, Simango disse que as obras, com uma duração de 30 meses, deverão arrancar em Junho do corrente ano, apesar de o empreiteiro ter asseverado que tenciona arrancar antes da data prevista no cronograma. 
Prosseguindo, o edil de Maputo disse que existem oportunidades para as empresas moçambicanas, que poderão ser subcontratadas para realizar determinados trabalhos. 
Sobre as oportunidades de emprego, Simango disse que as obras deverão empregar 115 trabalhadores estrangeiros, e cerca de 2.000 a 2.500 moçambicanos. 
Os donos da obra são a Administração Nacional de Estradas (ANE), o Conselho Municipal de Maputo, Conselho Municipal da Matola e a empresa Maputo Sul. Após a conclusão do empreendimento caberá a empresa Maputo Sul e ao Município de Maputo a responsabilidade a gestão da Circular de Maputo, incluindo as portagens.
O projecto também prevê o reassentamento de algumas famílias, embora num número reduzido.
“Estamos a fazer tudo ao nosso alcance para que seja o menor número possível. Na zona do Bairro Triunfo poderá existir uma e outra residência que a sua área poderá ser afectada. No bairro dos pescadores também poderá ser necessário fazer alguns ajustamentos e o mesmo poderá acontecer na entrada de Marracuene. Na secção entre o bairro do Zimpeto e Txumene a estrada também poderá afectar uma e outra família”, disse o edil de Maputo.
Contudo, as famílias afectadas pelo projecto serão devidamente compensadas, através da disponibilização de espaços para a construção de uma nova casa que, em princípio, terá um conforto no mínimo idêntico as suas residências anteriores. Nos casos em que o projecto afecta parcialmente determinadas residências, serão discutidas formas de compensação com as partes envolvidas.
Tomando a palavra, o presidente do Município da Matola, Arão Nhancale, frisou a importância do projecto, afirmando que o mesmo vai ajudar a melhorar a produção e produtividade em Moçambique devido a redução do tempo dispendido na estrada, como resultado de um melhor fluxo do tráfego rodoviário. 
Por seu turno, o embaixador chinês em Moçambique, Huang Song Fu disse que a estrada é mais uma prova da cooperação amistosa entre a China e Moçambique. 
Segundo Huang, as infra-estruturas de transporte desempenham um papel muito importante no processo de desenvolvimento. 
Para enfatizar a sua afirmação, Huang citou um ditado chinês diz que “quem quer ficar rico tem que construir boas estradas”. 
Huang conclui a sua intervenção afirmando “estou convencido que este projecto será mais um fruto gostoso da árvore de amizade entre a China e Moçambique”.  

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