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Apresentado projecto de casas de baixo custo

Boane, 24 Out (AIM) - Os resultados dos testes laboratoriais do projecto de investigação de materiais locais de construção de casas de baixo custo vão ser apresentados ainda no decurso deste ano, em Moçambique, garantiu hoje Vasco Lino, coordenador do programa.

Os resultados serão apresentados por especialistas dos ministérios da Ciência e Tecnologia, Obras Publicas e Habitação e dos Recursos Minerais, disse Vaco Lino falando no povoado de Chidevele, localidade de Gueguegue, distrito de Boane, província de Maputo, local que acolheu a fase piloto do projecto a nível rural. Boane fica a cerca de 27 quilómetros da capital moçambicana, Maputo.

Em Chidevele está erguida uma casa do tipo dois, de 10 metros de comprimento e quatro de largura, com uma casa-debanho fora, um reservatório de água, tudo com base em material local e orçada em 43.000,00  meticais da nova família (um dólar vale 25,08 MTn), e com uma durabilidade estimada em 50 anos.

A diferença mais saliente é que, utilizando-se este material, um metro quadrado de parede custa entre 30 e 50 dólares EUA, contra os 450 dólares que são gastos neste momento para erguer a mesma dimensão de parede convencional.

A redução do teor do cimento de 25 por cento para cinco por cento, a não utilização de ferro e de betão são alguns dos factores que contribuem para esta tendência de baixo custo.

Alguns populares contactados no local pela AIM, contaram que a maior parte das casas construídas naquela povoado com material precário tem um custo estimado em 2.000,00 meticais da nova família, incluindo a mão-de-obra e tem uma durabilidade de até cinco anos.

Vasco Lino, que é igualmente director nacional Adjunto para a Investigação, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico no  Ministério da Ciência e Tecnologia, disse que o projecto surge em resposta a uma recomendação feita no ano passado pelo Governo, para que as instituições nela envolvidas investiguem formas de produção de material local e tecnologias alternativas de construção de casas a baixo custo, “para permitir que mesmo as pessoas mais desfavorecidas possam ter acesso a uma habitação condigna”.

O projecto visa também reduzir o investimento público na construção de infra-estruturas públicas para a saúde, educação, administração pública, entre outros.

Segundo a fonte, estudos feitos indicam que, uma sala de aulas cuja construção custa actualmente 12.000 dólares, ao ser erguida, com base na nova tecnologia, a mesma pode custar entre 300 e 800 dólares.

Em 2007, serão criadas outras duas unidades de implementação da fase piloto do projecto (sendo uma no centro e outra no norte do país), envolvendo comunidades locais, para a prossecução da iniciativa.

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