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Projecto de Gás natural cria emprego permanente para mais de 200 moçambicanos

Maputo, 28 Abr (AIM) – Trabalhadores moçambicanos ocupam actualmente 238 postos de trabalho permanentes criados no âmbito do projecto de exploração de gás natural Pande -Temane, de um total de 2400 vagas, a maioria das quais temporárias, que o empreendimento criou no seu todo, em Moçambique e na África do Sul.

Para além dos postos de emprego, o projecto de gás natural desembolsou um montante de cinco milhões de dólares norte - americanos para apoiar as comunidades que vivem ao longo da expansão do pipeline. O valor foi usado para a construção de furos de água, reabilitação de postos de saúde e escolas primárias.

O projecto, gerido pela petroquímica sul-africana SASOL, inclui um pipeline com uma extensão de 865 quilómetros, que liga o produtor, Moçambique, ao consumidor, África do Sul.

De acordo com Arsénio Mabote, Presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional do Petróleo (INP), “o pipeline é bem vindo porque vai estimular os esforços do país na luta contra a pobreza”.Moçambique possui uma capacidade de geração de gás natural na ordem dos três mil biliões de metros cúbicos, mas falta a capacidade técnica interna e mercado doméstico para explorá-lo. Esta deficiência foi aproveitada pela Africa do Sul que, com necessidades crescentes de energia, celebrou com Moçambique um acordo de cooperação neste sector em 2003, permitindo um investimento 1.2 biliões de dólares pela Sasol para a construção do gasoduto para ligar os dois países.

Para além de impulsionar os números crescentes da economia moçambicana com a actividade diária, Moçambique vai colectar para os seus cofres os impostos por um período de 25 anos de vida do projecto. O projecto é frutífero para a África do Sul que terá mais uma fonte de energia limpa, para além de que a Sasol se livra de queimar anualmente uma quantidade extra de cinco milhões de toneladas de carvão para obter energia.

Numa primeira fase, todo o gás será exportado para a África do Sul, mas o Governo moçambicano tem direito a alguma quantidade a luz do acordo. Entretanto, supõe-se que mesmo esta pequena quantidade Moçambique ira vender para a África do Sul enquanto desenvolve condições locais para o seu uso adequado.Trata-se da criação de condições e infra-estruturas para a geração de energia para as comunidades ao longo da rota do gasoduto, o estímulo ao empresariado rural através do fornecimento de gás para aquecimento, iluminação ou pequena indústria agro-transformadora.

Dos ganhos que Moçambique espera colher do projecto, como a partilha de custos, está incluída uma maior participação na economia da região e integração regional.

Dados estatísticos indicam que 15 por cento das importações de Moçambique provém da África do Sul e 26 por cento das exportações são destinadas aquele país. A cifra das exportações poderá crescer a médio prazo.
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