Moçambique precisa de agricultura mecanizada
Maputo, 14 Ago (AIM) – A Vice-Ministra moçambicana da Agricultura, Catarina Pajume, reiterou que o país precisa de apostar numa agricultura a altura das actuais necessidades de consumo porque, justificou, “com a agricultura da enxada nao vamos conseguir chegar longe”.
Falando a jornalistas, a margem da XIX Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, alargada a outros quadros, Pajume disse que não obstante existirem planos para se potenciar o sector familiar, o país precisa também de recorrer ao sector privado para se desenvolver a agricultura mecanizada.
“Se queremos uma agricultura a altura das necessidades internas e até para exportação precisamos de avancar mais. É que para termos uma revolução verde precisamos de modernizar a agricultura”, sublinhou Pajume.
Ela manifestou a sua preocupação com o facto de para se poder produzir mais comida ser necessário investir-se na agricultura, aspecto que tem sido comprometido com a falta de um banco de crédito agrário.
Sem avançar detalhes sobre quando é que o país passará a contar com um banco de crédito agrário, a vice-Ministra frisou que “deviamos ter um banco de desenvolvimento, um banco virado a atender também as necessidades dos agricultores”.
Perante a insistência da AIM sobre esta questão, Pajume deixou entender que o banco de crédito agrário deve sair do sector privado mas contando com “facilitacao” do Estado.
“O sector privado, com a facilitação do Governo, é que deve criar o banco. Ainda estamos a procurar parceiros, por isso nada posso adiantar sobre quando é que o mesmo vai ser criado”, indicou aquela governante, momentos antes do encerramento da Sessão do Conselho de Ministros alargado a governadores provinciais e administradores distritais, estes considerados gestores da base de toda máquina governativa virada para o combate a pobreza.
Referindo-se ainda a questão de como avançar para uma produção a altura das necessidades, perante um país onde predomina a agricultura de auto-consumo, Pajume disse que Moçambique já iniciou um trabalho tendente a potenciar os camponeses a apostarem na tracção animal.
Ela justificou esta iniciativa com o facto de uma eventual aposta, por exemplo, em tractores poder significar grandes custos para o país e para os camponeses em particular, por ser uma tecnologia que acarreta gastos em consumíveis.
Por outro lado, segundo aquela governante, o desenvolvimento da agricultura no pais é um trabalho multisectorial que não só deve envolver o Ministério da Agricultura, mas também outros ministérios como o das Obras Públicas, devido as vias de acesso, o da Indústria e Comércio, devido a comercialização, e o da Ciência e Tecnologia, por causa da necessidade de se transmitir tecnologias de produção e de processamento de culturas.
Um outro governante que falou a AIM é o Ministro da Juventude e Desportos, David Simango, que tambem comecou por reconhecer a grandeza do desafio de combater a fome e o desemprego.
De acordo com ele, a população moçambicana é maioritariamente jovem, daí que os maiores produtores da comida em Moçambique são jovens.
Simango disse acreditar que uma juventude organizada, de diferentes formas, quer através do associativismo, quer em iniciativas empresariais, ou mesmo filiando-se em Organizações Não-Governamentais (ONGs), poderá dar a sua contribuição para o sucesso do combate a fome e ao desemprego.
O Ministro disse, contudo, que o que se analisou no Conselho de Ministros alargado ora terminado tem a ver com questões de natureza geral e não especificamente da juventude, sendo que as constatações da mesma reunião cobrem aquilo que são as preocupações dos jovens e da população moçambicana no geral.
O tema desta reunião, presidida pelo Chefe do Estado, Armando Guebuza, e que contou com a presença de mais de 600 participantes idos de todos os cantos do país, era como produzir mais comida e postos de Trabalho.
“Se queremos uma agricultura a altura das necessidades internas e até para exportação precisamos de avancar mais. É que para termos uma revolução verde precisamos de modernizar a agricultura”, sublinhou Pajume.
Ela manifestou a sua preocupação com o facto de para se poder produzir mais comida ser necessário investir-se na agricultura, aspecto que tem sido comprometido com a falta de um banco de crédito agrário.
Sem avançar detalhes sobre quando é que o país passará a contar com um banco de crédito agrário, a vice-Ministra frisou que “deviamos ter um banco de desenvolvimento, um banco virado a atender também as necessidades dos agricultores”.
Perante a insistência da AIM sobre esta questão, Pajume deixou entender que o banco de crédito agrário deve sair do sector privado mas contando com “facilitacao” do Estado.
“O sector privado, com a facilitação do Governo, é que deve criar o banco. Ainda estamos a procurar parceiros, por isso nada posso adiantar sobre quando é que o mesmo vai ser criado”, indicou aquela governante, momentos antes do encerramento da Sessão do Conselho de Ministros alargado a governadores provinciais e administradores distritais, estes considerados gestores da base de toda máquina governativa virada para o combate a pobreza.
Referindo-se ainda a questão de como avançar para uma produção a altura das necessidades, perante um país onde predomina a agricultura de auto-consumo, Pajume disse que Moçambique já iniciou um trabalho tendente a potenciar os camponeses a apostarem na tracção animal.
Ela justificou esta iniciativa com o facto de uma eventual aposta, por exemplo, em tractores poder significar grandes custos para o país e para os camponeses em particular, por ser uma tecnologia que acarreta gastos em consumíveis.
Por outro lado, segundo aquela governante, o desenvolvimento da agricultura no pais é um trabalho multisectorial que não só deve envolver o Ministério da Agricultura, mas também outros ministérios como o das Obras Públicas, devido as vias de acesso, o da Indústria e Comércio, devido a comercialização, e o da Ciência e Tecnologia, por causa da necessidade de se transmitir tecnologias de produção e de processamento de culturas.
Um outro governante que falou a AIM é o Ministro da Juventude e Desportos, David Simango, que tambem comecou por reconhecer a grandeza do desafio de combater a fome e o desemprego.
De acordo com ele, a população moçambicana é maioritariamente jovem, daí que os maiores produtores da comida em Moçambique são jovens.
Simango disse acreditar que uma juventude organizada, de diferentes formas, quer através do associativismo, quer em iniciativas empresariais, ou mesmo filiando-se em Organizações Não-Governamentais (ONGs), poderá dar a sua contribuição para o sucesso do combate a fome e ao desemprego.
O Ministro disse, contudo, que o que se analisou no Conselho de Ministros alargado ora terminado tem a ver com questões de natureza geral e não especificamente da juventude, sendo que as constatações da mesma reunião cobrem aquilo que são as preocupações dos jovens e da população moçambicana no geral.
O tema desta reunião, presidida pelo Chefe do Estado, Armando Guebuza, e que contou com a presença de mais de 600 participantes idos de todos os cantos do país, era como produzir mais comida e postos de Trabalho.

