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Economia cresceu 10 por cento no I semestre

Maputo, 17 Ago (AIM) - A economia moçambicana registou, no primeiro Semestre deste ano, um crescimento global de 10 por cento, anunciou a Primeira-Ministra, Luisa Diogo, num “briefing” sobre o balanço das actividades realizadas nos primeiros seis meses do ano corrente.

O crescimento é assinalavel tendo em linha de conta a influência negativa de vários factores ditados pela conjuntura internacional.

No balanço das actividades realizadas durante a primeira metade de 2006, no âmbito do cumprimento do Plano Económico e Social (PES), Luísa Diogo disse que este crescimento é sustentado por uma execução orçamental controlada, com realização de despesas dentro dos parâmetros traçados.

No plano internacional houve uma estabilização geral dos preços, apesar da volatilidade dos preços de petróleo, perigo da gripe aviária, crise no Médio Oriente, factores que não foram suficientes para travar o crescimento da economia nacional.
 
A Primeira-Ministra, que considera o primeiro semestre como de consolidação de estratégias e encorajamento, disse que durante o período em apreço foi registada uma taxa de inflação acumulada de 4,6 por cento, contra os 1,4 de igual período do ano anterior.

O Governo projectou para o presente ano um crescimento global de 8,2 por cento e um taxa de inflação acumulada de 7 por cento.

A taxa de câmbio, segundo a fonte, registou uma variação acumulada de 1,54 por cento em relação ao dólar norte-americano, tendo se registado uma depreciação de 6,84 em relação ao Rand sul-africano.

Luísa Diogo disse que as exportações também registaram um crescimento assinalável, ao alcançarem o valor de 534,6 milhões de dólares norte-americanos durante o primeiro trimestre do presente ano, cifra que leva o Executivo a acreditar na superação dos 791,9 milhões de dólares conseguidos no primeiro semestre de 2005.

A produção agricola registou um crescimento global de 9,7 por cento, tendo o maior crescimento sido registado no sector empresarial que atingiu 22,4 por cento até Maio último, contra os 3,8 conseguidos até Abril de 2005, numa altura em que o sector familiar registava um crescimento de 8,6 por cento, contra os 7,8 por cento de igual período do ano anterior.

Tendo em conta que o sector agrícola constitui a base de desenvolvimento do país, de acordo com a PM, o nível de crescimento registado revela que muito há ainda por fazer para se atingir índices mais altos e a aposta do Executivo é continuar a priorizar a continuidade do trabalho nasta área.

Comentando sobre o impacto desse crescimento, que alguns sectores afirmam não se reflectir na vida dos cidadãos, a Primeira-Ministra disse acreditar que as políticas governamentais traçadas para o efeito estão a surtir os efeitos desejados mas não ao ritmo desejado.

Sustentando esta posição, Luísa Diogo disse que o que reina é a impaciência no seio dos populares, “mas é preciso ter em conta que o ponto de partida para o combate a pobreza no país é(ra) muito baixo mas, nos últimos anos, conseguimos reduzir os índices de pobreza de mais de 70 por cento para 54 por cento.”

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