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Promover produtos nacionais a pensar na integração regional

Matola, 24 Ago (AIM) - O Ministro moçambicano da Indústria e Comércio, António Fernando, considera que a campanha “Orgulho Moçambicano – Made in Mozambique”, lançada com o objectivo de promover o consumo de produtos fabricados no país, é um dos contributos para o sucesso do desafio da integração regional.

“Se consumirmos mais o que produzimos estaremos a criar empregos, a contribuir para termos mais hospitais e mais escolas, e para desenvolver Moçambique. Por esta via, Moçambique será mais relevante no contexto regional e internacional”, disse o Ministro, falando durante o acto da entrega do certificado do uso da marca “Orgulho Moçambicano- Made In Mozambique” a Companhia Industrial da Matola (CIM), uma fábrica de processamento de produtos alimentares, localizada na cidade industrial da Matola, arredores da capital do país, Maputo.

Segundo António Fernando, são empresas como a CIM que constituem o factor de sucesso desta campanha,  dado que, em termos práticos, são elas que estão na frente da batalha económica. Para tal, indicou o Ministro, as empresas “terão de ser audazes. Terão de ser destimidas”.

O Ministro recordou que em 2008, a Comunidade de Desenvolvimento da Africa Austral (SADC) viverá um momento especial em termos de integração económica.

Ele referia-se a criação da Zona de Comércio Livre, a partir da qual os produtos de origem regional circularão livremente, para dois anos depois, em 2010, a mesma região avançar para a União Aduaneira, na qual as tarifas aduaneiras inter-Estados serão de “custo zero” e as receitas do comércio externo regional serão distribuídas aos membros da SADC, através de uma fórmula a acordar.

Para Fernando, “se invistirmos mais na qualidade dos nossos produtos, no capital humano, na inovação e nos sistemas tecnológicos e, em suma, na competitividade, este desafio será vencido”.

Ao aceitar este desafio, a Companhia Industrial da Matola juntou-se assim as Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), a Companhia Nacional de Canto e Dança e ao Programa “Ver Moçambique”, da Televisão pública nacional, TVM, que também já foram autorizados a usar o selo de qualidade “Made In Mozambique”.

A AIM apurou, a margem da cerimónia oficial da autorga do certificado, do Director Financeiro da Companhia Industrial da Matola, Alfredo Lopes, que aquela empresa vai gastar, numa primeira fase, cerca de 3.000.000,00 Mtn (o dólar norte-americano equivale a cerca de 25 Mtn) em diferentes tipos de publicidade da campanha “Made In Mozambique”, no que diz respeito aos produtos da CIM.

Sobre a aderência da CIM a esta campanha, Lopes disse que o mesmo vem alargar as responsabilidades produtivas da empresa.

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