Ferramentas Pessoais
Acções do Documento

Produção de biocombustíveis: Moçambique analisa visão da União Europeia

Maputo, 07 Dez 07 (www.jornalnoticias.co.mz) Uma análise e visão a respeito dos critérios de sustentabilidade da indústria de biocombustíveis, e que deverá ter fundamento na necessidade de protecção dos solos e da biodiversidade, a defesa dos direitos dos trabalhadores e a redução dos gases com efeito de estufa vai ser apresentada brevemente pelas autoridades moçambicanas à União Europeia. Recentemente a União Europeia solicitou ao Governo de Moçambique comentários sobre uma proposta de produção de biocombustíveis, legislação e promoção de energias novas e renováveis, tendo como base a proposta da nova política de energia para a Europa, actualmente em discussão. A UE definiu como meta a alcançar até 2020 dez por cento de mistura de biocombustíveis em relação à gasolina e diesel em todos os Estados-membros.

A perspectiva da UE é que todos os países produtores de biocombustíveis adiram ao esquema de critérios de sustentabilidade definidos pela organização, se quiserem colocar o seu produto naquele mercado, onde os preços estimados para a venda dos biocombustíveis, são considerados atractivos.

A visão do nosso país em relação à matéria, segundo as balizas estabelecidas pela UE, deverá dar indicações sobre a maneira como se pensa que deveria ser desenhado o esquema de sustentabilidade dos biocombustíveis, a monitoria do uso da terra, a maneira como pode ser encorajado o uso da segunda geração dos biocombustíveis, bem como as acções que consideradas importantes a tomar para tornar possível o alcance dos dez por cento de mistura estabelecidos pela UE.

Segundo Roberto Albino, director do Centro de Promoção da Agricultura (CEPAGRI), numa altura em que Moçambique está a desenhar a sua política e estratégia de biocombustíveis torna-se particularmente importante a sua participação na discussão iniciada pela UE, um dos principais mercados para aquele produto, sobretudo porque, aderindo aos critérios de sustentabilidade, o nosso país vai poder receber apoio daquele bloco económico.

Ligado ao processo de elaboração da sua política e estratégia de biocombustíveis, Moçambique acaba de divulgar o seu potencial de produção das matérias-primas necessárias, bem como a indicação preliminar das culturas que podem ser laboradas de forma competitiva. “Para o biodiesel, as culturas a considerar são o óleo de coco, a jatropha, o girassol, a palma africana, entre outras. Para o etanol é a cana-de-açúcar, a mandioca e a pêra doce. Relativamente à mandioca, está em curso uma discussão política, pelo facto de se tratar de um alimento importante para as populações”, explica Roberto Albino.

Ainda de acordo com a nossa fonte, a UE está preocupada com os impactos ambientais que a cultura daquelas matérias-primas pode gerar, razão por que afirma-se disposta a garantir que os países produtores o possam fazer sem grandes prejuízos ambientais.
Muitos governos, organizações internacionais, companhias privadas e académicos manifestam-se preocupados com a sustentabilidade ambiental de uma expansão da indústria de biocombustíveis. Parte das inquietações tem a ver com a possível competição que se vai gerar entre a produção de alimentos e de combustíveis, com a degradação da biodiversidade, bem como com a super exploração de recursos escassos como a água.
« Outubro 2014 »
Do
1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031
INTRANET


Quem pode aceder?
Esqueceu a sua senha?