Moeda malawiana sufoca o metical : Governo declara guerra à circulação do kwacha
Maputo, 2 Fev 2007 (www.jornalnoticias.co.mz) O Governo do distrito de Milange, na Zambézia, acaba de declarar 2007 como o ano da divulgação e valorização do metical naquela região do país, onde a hegemonia da moeda nacional é sistematicamente posta em causa, devido à circulação, ilegal e em paralelo, da moeda malawiana, o kwacha, usado de forma ostensiva como meio de pagamento.
A circulação paralela do metical e kwacha em Milange, resulta do facto de aquela região fazer fronteira com o Malawi, situação estimulada pelo peso que o mercado informal tem na vida daquela vila, e agravada pela fragilidade dos mecanismos de controlo por parte das autoridades moçambicanas.
O administrador distrital, David Manhacha, garante que o Governo não vai continuar a assistir passivamente à vulgarização do metical no seu próprio território, para o que prometeu para breve a introdução de acções vigorosas com vista a inverter a situação que, invariavelmente, causa prejuízos aos moçambicanos.
“Milange é um distrito de Moçambique e a moeda nacional de Moçambique é o metical e é nessa moeda que devem ser feitas as transacções comerciais e não em kwacha. É sobretudo por isso que não podemos continuar a assistir ao que está a acontecer. Depois da vitória que conseguimos em relação à comercialização do milho, o passo seguinte é lutarmos pela valorização da nossa moeda”, disse Manhacha.
Na verdade, à excepção da vila-sede de Milange, onde o metical é também aceite como meio de pagamento, nalgumas zonas do interior a moeda nacional não é aceite, sendo o kwacha a moeda usada como meio de pagamento pelas comunidades.
“Vamos agir, porque é a própria população que está a pedir a nossa intervenção. As pessoas estão a envelhecer sem conhecerem a sua moeda nacional, exactamente porque o kwacha está a sobrepor-se no distrito. A nossa aposta é que na campanha agrícola 2006/2007 a comercialização seja feita em meticais. Os indivíduos que se dedicam à troca informal de moeda vão ter que se adaptar às normas e abrirem casas de câmbio oficiais, para o que terão de legalizar a sua actividade, seja como individuais, como em pequenas associações”, disse o administrador.
Sobre esta posição, alguns cambistas abordados pela nossa Reportagem mostraram-se reticentes em aderir ao projecto, afirmando que, legalizando-se como casas de câmbio estarão a aceitar arcar com encargos que futuramente os vão sufocar, alegadamente porque tal vai exigir que eles tenham instalações apropriadas, com condições especiais de segurança entre outras facilidades comuns às casas de câmbio.
“O senhor administrador já veio conversar connosco sobre isso, mas nós não estamos em condições de entrar nessa onda, porque isso exige muito dinheiro e nós não temos. Fazemos isto para conseguir o mínimo para não termos que roubar para sustentar as nossas famílias. Não é correcto que nos obriguem a fazer coisas que não estão ao nosso alcance”, disse um dos cambistas, que falou à nossa Reportagem.
O administrador distrital, David Manhacha, garante que o Governo não vai continuar a assistir passivamente à vulgarização do metical no seu próprio território, para o que prometeu para breve a introdução de acções vigorosas com vista a inverter a situação que, invariavelmente, causa prejuízos aos moçambicanos.
“Milange é um distrito de Moçambique e a moeda nacional de Moçambique é o metical e é nessa moeda que devem ser feitas as transacções comerciais e não em kwacha. É sobretudo por isso que não podemos continuar a assistir ao que está a acontecer. Depois da vitória que conseguimos em relação à comercialização do milho, o passo seguinte é lutarmos pela valorização da nossa moeda”, disse Manhacha.
Na verdade, à excepção da vila-sede de Milange, onde o metical é também aceite como meio de pagamento, nalgumas zonas do interior a moeda nacional não é aceite, sendo o kwacha a moeda usada como meio de pagamento pelas comunidades.
“Vamos agir, porque é a própria população que está a pedir a nossa intervenção. As pessoas estão a envelhecer sem conhecerem a sua moeda nacional, exactamente porque o kwacha está a sobrepor-se no distrito. A nossa aposta é que na campanha agrícola 2006/2007 a comercialização seja feita em meticais. Os indivíduos que se dedicam à troca informal de moeda vão ter que se adaptar às normas e abrirem casas de câmbio oficiais, para o que terão de legalizar a sua actividade, seja como individuais, como em pequenas associações”, disse o administrador.
Sobre esta posição, alguns cambistas abordados pela nossa Reportagem mostraram-se reticentes em aderir ao projecto, afirmando que, legalizando-se como casas de câmbio estarão a aceitar arcar com encargos que futuramente os vão sufocar, alegadamente porque tal vai exigir que eles tenham instalações apropriadas, com condições especiais de segurança entre outras facilidades comuns às casas de câmbio.
“O senhor administrador já veio conversar connosco sobre isso, mas nós não estamos em condições de entrar nessa onda, porque isso exige muito dinheiro e nós não temos. Fazemos isto para conseguir o mínimo para não termos que roubar para sustentar as nossas famílias. Não é correcto que nos obriguem a fazer coisas que não estão ao nosso alcance”, disse um dos cambistas, que falou à nossa Reportagem.

