Prospecção de petróleo: decisão final até Maio
Maputo, 13 Fev (AIM) – O Ministério moçambicano para a Coordenação da Acção Ambiental (MICOA) deverá apresentar, até Maio próximo, a sua decisão final sobre o relatório do impacto ambiental do projecto de levantamento sismico “offshore” na bacia do Rovuma, no Norte do país.
O facto foi revelado esta Terça-feira, em Maputo, por Lote Simione, do MICOA, falando a jornalistas a margem de uma reunião de apresentação do relatório do estudo em questão, no quadro do contrato de prospecção e exploração de petróleo já assinado entre o Governo e a empresa norueguesa “Hydro Oil & Gás Moçambique”.
Por imperativos legais, a "Hydro Oil & Gás Moçambique" teve de encomendar, antes de começar com a prospecção, um estudo de impacto ambiental missão encarregue a empresa "Impacto, Projectos e Estudos Ambientais".
Uma fonte da ‘Hydro Oil & Gás Moçambique’ confirmou a AIM que tudo agora depende da decisão do MICOA, frisando que basicamente já se avançou, no terreno, com outras actividades tais como a recolha de dados do fundo do mar.
"Agora esperamos pela autorização do MICOA para avançarmos para a prospecção sísmica em duas e três dimensões" explicou a fonte. A região abrangida pela prospecção é considerada sensível por contemplar o Parque Nacional das Queridas (PNQ).
A zona também possui áreas marinhas protegidas, para além de ser um dos maiores destinos turísticos do país.
“É difícil evitar-se impactos em actividades deste género. Mas uma prospecção (emissão de ondas sonoras) é diferente de uma perfuração. Os impactos de uma prospecção são menos prolongados”, explicou fonte do MICOA.
Espécies marinhas como Baleias são tidas como sensíveis a ruídos. O relatório hoje apresentado prevê a criação de canais para facilitar a comunicação entre a Hydro, os pescadores artesenais e operadores turísticos naquela região de Moçambique.
O mesmo documento prevê o estabelecimento de medidas de compensação por danos a terceiros.

