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Em resposta ao apelo do Governo: Banca expande-se para zonas rurais

Maputo, 14 Set 07 (www.jornalnoticias.co.mz) As instituições financeiras nacionais estão já a responder favoravelmente à estratégia governamental de alargamento dos serviços financeiros para as zonas rurais. Dados divulgados pelo Banco de Moçambique indicam que dos 128 distritos existentes no país, 32 já possuem redes de bancos a operar, contra 28 que possuíam serviços financeiros funcionais até ao final de 2006. Paralelamente, após autorização do Banco de Moçambique, três instituições de microcrédito e um microbanco entraram recentemente em funcionamento, numa altura em que várias iniciativas dos bancos comerciais com o objectivo de alargar os seus serviços financeiros para as zonas rurais estão à espera de autorização do banco central.

O facto foi anunciado em Maputo, pelo administrador e porta-voz do Banco de Moçambique, Waldemar de Sousa, durante uma conferência de Imprensa destinada a dar um informe sobre a evolução dos principais indicadores macroeconómicos, e na qual ressalvou que somente nos primeiros oito meses de 2007, os bancos que operam no mercado nacional abriram 12 balcões que estão espalhados por algumas províncias e distritos do país.

“Há uma instituição de microfinanças que tem estado a aprofundar um sistema de recolha de poupança numa base móvel, sobretudo na zona centro do país, principalmente nas províncias de Manica, Sofala e Tete. Temos também informações de que muitos bancos comerciais preparam-se para abrir mais balcões por todo o país e, obviamente, nas zonas menos bancarizadas”, disse.

Waldemar de Sousa lembrou que aquando da realização do 32º Conselho Consultivo do Banco de Moçambique, em Janeiro último na cidade de Nampula, o banco central lançou um repto às instituições financeiras para o alargamento dos seus serviços para as zonas menos bancarizadas ou com menor cobertura da rede de balcões de bancos comerciais.

“Houve medidas de incentivo que foram postas em prática pelo Banco de Moçambique, em colaboração com outras instituições do Governo. Estas medidas incluem os incentivos atribuídos no que diz respeito à constituição de reservas obrigatórias, bem como ao financiamento que é feito às instituições, sobretudo, para as que operam na área de microfinanças”, afirmou Waldemas de Sousa.

Em Junho do corrente ano, o Banco de Moçambique concluiu o processo de inauguração e operacionalização das suas agências pelas diferentes regiões do país. O processo havia começado em Dezembro do ano passado, com a inauguração das agências de Quelimane e Maxixe, tendo prosseguido este ano com a instalação e operacionalização sucessiva das agências de Tete, Pemba e Lichinga, num esforço de tornar os custos de transacção mais baratos e facilitar o sistema de pagamentos.

“Isto significa que a estratégia de alargamento dos serviços financeiros, conjugada com o bom desempenho dos indicadores macroeconómicos, analisados numa óptica de médio prazo, colocam o sistema financeiro moçambicano na linha dianteira sob o ponto de vista de competição e de interesse por parte dos operadores privados”, frisou.

O administrador do Banco de Moçambique considerou ainda que o sistema bancário nacional está a  atravessar uma fase em que possui “uma saúde e solidez financeira. Dois indicadores assim o ilustram, pois tanto o rácio de solvabilidade, como o rácio de crédito malparado situam-se a níveis bem melhores comparativamente aos anos anteriores”, afirmou.
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