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No primeiro semestre: Exportações rendem um bilião de dólares

Maputo, 17 Set 07 (www.jornalnoticias.co.mz) As exportações moçambicanas de bens e serviços para o resto do mundo alcançaram no primeiro semestre do corrente ano 1179.7 milhões de dólares, representando um aumento de 3.5 porcento comparativamente a igual período do ano passado. Ainda nos primeiros seis meses de 2007, as importações atingiram 1343.6 milhões de dólares, correspondentes a um aumento na ordem de 3.4 porcento comparativamente ao primeiro semestre de 2006.

De acordo com o Banco de Moçambique, sem a contribuição dos grandes projectos, as exportações nacionais atingiram, entre Janeiro e Junho do corrente ano, 235.7 milhões de dólares, o correspondente a uma redução de 27.4 porcento relativamente ao período homólogo de 2006.

Falando numa conferência de imprensa em Maputo,  destinada a dar um informe sobre a evolução dos principais indicadores macro-económicos, o administrador e porta-voz do Banco de Moçambique, Waldemar de Sousa, disse que no primeiro semestre deste ano as importações atingiram 1060.2 milhões de dólares, um aumento em cerca de 8.9 porcento comparativamente ao período homólogo do ano passado.

 “Todavia, estes indicadores da balança de pagamentos têm que ser interpretados com muita cautela e reserva, pois eles expressam somente o primeiro semestre de 2007 quando,  obviamente, somente numa óptica anual é que a balança de pagamentos tem dados bem mais credíveis. Também há um conjunto de bens e serviços que importamos e exportamos que têm também um comportamento sazonal, por isso é que esses resultados podem estar enfermos de alguns vícios de sazonalidade”, disse.

A fonte referiu ainda que alguns produtos tradicionais de exportação tiveram uma variação positiva, enquanto que outros viram a sua procura deteriorar-se no mercado internacional.

“Sob o ponto de vista de comportamento positivo tivemos o algodão, madeira, energia eléctrica, alumínio e gás, cujas quantidades exportadas foram superiores ao primeiro semestre de 2006. Sob o ponto de vista de redução nas quantidades exportadas pontificaram alguns produtos como são os casos do camarão, açúcar, tabaco, castanha, amêndoa e reexportações de combustíveis”, frisou.

Waldemar de Sousa explicou ainda que a redução da venda das quantidades de açúcar resultou do facto de Moçambique não ter ainda acesso aos mercados preferenciais, para além da queda do preço daquele produto no mercado internacional.

“Relativamente ao tabaco, cremos que é um comportamento sazonal, porque a empresa que faz a exportação desse produto este ano decidiu seguir as boas práticas internacionais, encerrando sazonalmente no primeiro trimestre de cada ano. Portanto, há aqui um efeito de paralisação que tem de ser tomado em conta”, disse.

Relativamente às importações, o administrador do Banco de Moçambique disse que “continuamos a importar mais produtos petrolíferos (gasolina, gasóleo e outros combustíveis). Importamos também mais energia eléctrica”.

“Sob o ponto de vista de menor importação, gostaria de chamar a atenção para os automóveis, em que, comparativamente ao  primeiro semestre do ano anterior (2006),  o país importou menos”, afirmou.
 

 
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