Mphanda Nkuwa avança em 2009
Maputo, 28 Set 07 (www.jornalnoticias.co.mz) A construção da barragem hidroeléctrica de Mphanda Nkuwa, na província de Tete, poderá ter seu início em 2009, esperando-se que comece a gerar energia em 2013. Com efeito, o consórcio responsável pela implementação do projecto entregou ontem ao Governo a proposta de desenvolvimento do empreendimento, tido como sendo uma mais-valia para responder ao défice de energia em Moçambique e na região austral de África.
O documento ontem entregue ao Ministro da Energia, Salvador Namburete, resulta de um estudo que vinha sendo desenvolvido desde Janeiro deste ano pelo consórcio constituído pelas empresas Electricidade de Moçambique (EDM), Camargo Correia, sediada no Brasil e Energia Capital, de Moçambique, e que irá implementar o projecto, com vista à reavaliação dos dados que tinham sido apurados pela Unidade Técnica para a Implementação de Projectos (UTIP). Tal estudo confirmou a viabilidade do projecto.
A construção da barragem em si, com capacidade para gerar 1500 MW, é avaliada em 1.6 bilião de dólares.
Aliado ao projecto está prevista a construção de uma linha de transporte de energia a partir de Mphanda Nkuwa interligando a nova barragem com Cahora Bassa e as futuras centrais térmicas de Moatize (Tete), Temane (Inhambane) e a linha da Motraco, em Maputo, numa extensão de aproximadamente 1400 quilómetros.
De acordo com Jivá Remtula, director da Energia Capital, a construção da linha de transporte de energia a partir de Tete até Maputo está orçada em cerca de 2.3 biliões de dólares.
O projecto será implementado em modelo ‘project finance’, o que significa que Moçambique irá beneficiar da infra-estrutura sem endividamento do Estado, que, inclusivé, não está sujeito a apresentar quaisquer garantias para a prossecução do empreendimento.
Com vista à implementação deste empreendimento estratégico para Moçambique e para a região da África Austral, foram feitas consultas ao mercado financeiro, mas, por enquanto, sem quaisquer compromissos. “Nesta fase de propostas ao Governo não há acordos concretos de financiamento. O que existe é um grupo de investidores que está disposto a fazer o investimento caso o projecto seja aprovado”.
Sabe-se que a Electricidade de Moçambique terá acesso preferencial e uma tabela bonificada sobre a energia a ser gerada na futura barragem de Mphanda Nkuwa.
Fonte do consórcio disse que o projecto apresenta-se com um risco muito baixo, em termos de impacto sismológico, embora considere que há medidas de mitigação que devem ser tomadas através da componente de engenharia. “A própria forma de construção deverá estar apropriada à situação sísmica da região onde vai ser construída, para não só aguentar qualquer abalo, mas também para não provocar danos na zona”, referiu Jivá Remtula, director da Energia Capital.
Para já, o Ministro da Energia clarificou que o Governo é das partes mais interessadas na prossecução do projecto, razão por que vai levar menos tempo possível para fazer a análise e aprovação dos documentos recebidos ontem.
“Vamos avaliar a proposta e depois submetê-la ao Conselho de Ministros para aprovação, caso cheguemos a acordo com o consórcio. O Governo tem interesse no projecto e vai levar o mínimo de tempo possível”, referiu Salvador Namburete, sem se comprometer com datas.
Segundo Salvador Namburete, a barragem de Mphanda Nkuwa faz parte de um conjunto de projectos de geração de electricidade cuja implementação está na prioridade do Governo, tendo em conta a necessidade de assegurar a disponibilidade de energia para a atracção de investimentos industriais.
Recordou que há, na região, uma grande expectativa de que Moçambique, através da implementação de vários projectos, contribua para a redução dos custos de energia na zona.
A construção da barragem em si, com capacidade para gerar 1500 MW, é avaliada em 1.6 bilião de dólares.
Aliado ao projecto está prevista a construção de uma linha de transporte de energia a partir de Mphanda Nkuwa interligando a nova barragem com Cahora Bassa e as futuras centrais térmicas de Moatize (Tete), Temane (Inhambane) e a linha da Motraco, em Maputo, numa extensão de aproximadamente 1400 quilómetros.
De acordo com Jivá Remtula, director da Energia Capital, a construção da linha de transporte de energia a partir de Tete até Maputo está orçada em cerca de 2.3 biliões de dólares.
O projecto será implementado em modelo ‘project finance’, o que significa que Moçambique irá beneficiar da infra-estrutura sem endividamento do Estado, que, inclusivé, não está sujeito a apresentar quaisquer garantias para a prossecução do empreendimento.
Com vista à implementação deste empreendimento estratégico para Moçambique e para a região da África Austral, foram feitas consultas ao mercado financeiro, mas, por enquanto, sem quaisquer compromissos. “Nesta fase de propostas ao Governo não há acordos concretos de financiamento. O que existe é um grupo de investidores que está disposto a fazer o investimento caso o projecto seja aprovado”.
Sabe-se que a Electricidade de Moçambique terá acesso preferencial e uma tabela bonificada sobre a energia a ser gerada na futura barragem de Mphanda Nkuwa.
Fonte do consórcio disse que o projecto apresenta-se com um risco muito baixo, em termos de impacto sismológico, embora considere que há medidas de mitigação que devem ser tomadas através da componente de engenharia. “A própria forma de construção deverá estar apropriada à situação sísmica da região onde vai ser construída, para não só aguentar qualquer abalo, mas também para não provocar danos na zona”, referiu Jivá Remtula, director da Energia Capital.
Para já, o Ministro da Energia clarificou que o Governo é das partes mais interessadas na prossecução do projecto, razão por que vai levar menos tempo possível para fazer a análise e aprovação dos documentos recebidos ontem.
“Vamos avaliar a proposta e depois submetê-la ao Conselho de Ministros para aprovação, caso cheguemos a acordo com o consórcio. O Governo tem interesse no projecto e vai levar o mínimo de tempo possível”, referiu Salvador Namburete, sem se comprometer com datas.
Segundo Salvador Namburete, a barragem de Mphanda Nkuwa faz parte de um conjunto de projectos de geração de electricidade cuja implementação está na prioridade do Governo, tendo em conta a necessidade de assegurar a disponibilidade de energia para a atracção de investimentos industriais.
Recordou que há, na região, uma grande expectativa de que Moçambique, através da implementação de vários projectos, contribua para a redução dos custos de energia na zona.

