Chissano novo enviado da ONU para Uganda
Maputo, 05 Dezembro (AIM) - O Secretário-Geral das Nações Unidas, Kofi Annan, nomeou o ex-presidente moçambicano, Joaquim Chissano, como seu enviado especial para o Uganda, com a missão de auxiliar a resolver a insurreição que flagela o norte daquele país africano.
Segundo Annan, Chissano vai trabalhar com o Governo do Uganda e os rebeldes do Exército de Resistência do Senhor (LRA), actualmente envolvidos nas conversações de paz visando pôr termo ao conflito, que já vitimou centenas de milhar de pessoas e causou cerca de dois milhões de deslocados.
Annan afirmou que o ex-estadista moçambicano vai desenvolver uma abordagem, entre todos os actores externos, política coesa capaz de restaurar a esperança. Outros altos funcionários da ONU acreditam, igualmente, que Chissano vai procurar resolver o problema a partir da sua génese e estabelecer uma ligação com o Tribunal Penal Internacional (TPI), que acusa o líder rebelde, Joseph Kony, e quatro outras figuras do seu movimento, de crimes de guerra. Refira-se que no passado mês de Novembro os rebeldes do LRA suspenderam a sua participação nas conversações de paz com o Governo de Yoweri Museveni, alegando que as forças do Exército governamental haviam abatido três combatentes do seu movimento.
Estas alegações foram, no entanto, desmentidas pelas autoridades de Kampala, que instaram o movimento rebelde a retornar às negociações de paz, mediadas pelo Executivo semi-autónomo do sul do Sudão. Em relação a este facto, Annan lamentou que as actividades subversivas do movimento rebelde, que actua no norte do Uganda, sul do Sudão e nordeste da RDCongo, constituam uma séria ameaça à estabilidade regional. Ele acrescentou que a presença dos rebeldes no nordeste da RDCongo representa igualmente uma séria ameaça à segurança da população civil e da região. As conversações de paz, iniciadas em Julho na capital do sul do Sudão, Juba, eram apontadas por muitos como a melhor chance para pôr termo ao conflito, descrito como uma das mais graves crises humanitárias do mundo. Desde então, as negociações quase nada produziram com vista a renovar a trégua, estando as partes limitadas a trocar acusações de violações dos acordos alcançados, crimes de guerra, entre outras.
Annan afirmou que o ex-estadista moçambicano vai desenvolver uma abordagem, entre todos os actores externos, política coesa capaz de restaurar a esperança. Outros altos funcionários da ONU acreditam, igualmente, que Chissano vai procurar resolver o problema a partir da sua génese e estabelecer uma ligação com o Tribunal Penal Internacional (TPI), que acusa o líder rebelde, Joseph Kony, e quatro outras figuras do seu movimento, de crimes de guerra. Refira-se que no passado mês de Novembro os rebeldes do LRA suspenderam a sua participação nas conversações de paz com o Governo de Yoweri Museveni, alegando que as forças do Exército governamental haviam abatido três combatentes do seu movimento.
Estas alegações foram, no entanto, desmentidas pelas autoridades de Kampala, que instaram o movimento rebelde a retornar às negociações de paz, mediadas pelo Executivo semi-autónomo do sul do Sudão. Em relação a este facto, Annan lamentou que as actividades subversivas do movimento rebelde, que actua no norte do Uganda, sul do Sudão e nordeste da RDCongo, constituam uma séria ameaça à estabilidade regional. Ele acrescentou que a presença dos rebeldes no nordeste da RDCongo representa igualmente uma séria ameaça à segurança da população civil e da região. As conversações de paz, iniciadas em Julho na capital do sul do Sudão, Juba, eram apontadas por muitos como a melhor chance para pôr termo ao conflito, descrito como uma das mais graves crises humanitárias do mundo. Desde então, as negociações quase nada produziram com vista a renovar a trégua, estando as partes limitadas a trocar acusações de violações dos acordos alcançados, crimes de guerra, entre outras.

