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MEC e MIC assinam Memorando de Entendimento

Maputo, 19 Dez. (AIM) - O Ministério moçambicano da Educação e Cultura vai passar a comprar diversos bens como livros, uniformes e carteiras escolares produzidos pela indústria moçambicana, no âmbito da campanha "Made in Mozambique".

A campanha, que decorre sob o lema “Produza, Consuma e Exporte Moçambicano” visa valorizar os produtos nacionais, como forma de preparar o país para a liberalização comercial na SADC (Comunidade de Desenvolvimento da Africa Austral) a partir de 2008.

Com efeito, os ministros da Educação e Cultura, Aires Aly, e o da Industria e Comercio, António Fernando, assinaram, na última segunda-feira, em Maputo, um memorando de entendimento, sob o signo “Unidos pela revitalização da indústria gráfica em Moçambique”.

Falando na ocasião, Aires Aly, disse que o Governo aloca mais de 20 por cento do seu orçamento anual para o sector da educação, porem maior parte do valor destina-se a despesa de bens e serviços, bem como a investimentos realizados pelo Ministério.

“O sector investe na construção de escolas, carteiras, livros, uniformes, alimentação escolar e outros materiais. Em todas essas áreas temos muito espaço para a participação das nossas empresas, artesãos e trabalhadores nacionais, bem como para os que trabalham em cooperativas, família e de forma individual”, referiu.
 
Ele salientou que este ano o Ministério iniciou a transformação do processo de produção do livro escolar, com intuito de assegurar o mercado para as gráficas nacionais.
 
Anualmente o MEC gasta mais de 14 milhões de dólares EUA na produção de 11 milhões de livros de distribuição gratuita de todos os níveis do ensino básico.

O ministro reconheceu, contudo, que a produção do livro feita totalmente no exterior não trazia nenhuma mais valia para as empresas nacionais.

“Com a nova modalidade queremos aos poucos trazer a produção do livro para o país na esperança de que num futuro próximo tenhamos todos os livros de distribuição gratuita produzidos localmente”, acrescentou.

Por seu turno, António Fernando apelou aos empresários moçambicanos para assumirem com seriedade o desafio de fornecer produtos de qualidade e cumprirem com os prazos de entrega dos mesmos.
 
O ministro da Industria e Comercio referiu que o fornecimento de bens e serviços aos sectores públicos deve servir de ensaio para os empresários, de forma a melhor enfrentarem os desafios que se colocam com a liberalização do comércio regional no âmbito do Protocolo Comercial da SADC.

“Sabemos que o financiamento é um constrangimento incontornável, mas esta é uma oportunidade real de fazer face ao mesmo, considerando inclusivamente investimentos com vista a modernização das vossas unidades de produção”, disse ele.

Fernando disse acreditar que a produção do livro escolar no país, embora a níveis “modestos” trará um impacto significativo no desenvolvimento da indústria gráfica nacional.
 
Ele referiu, por outro lado, que a produção em larga escala do fardamento escolar, poderá forçar o ressurgimento de indústrias 'adormecidas' e consequente aumento de postos de trabalho.
 
“A decisão de privilegiar o sector gráfico nacional constitui um acto de grande alcance económico, pois através dele, será possível restituir ao sector o papel de importante empregador que outrora teve”, salientou.

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