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Parlamento aprova Orçamento do Estado para 2007

Maputo, 21 Dez. (AIM) - A Assembleia da Republica (AR), o Parlamento moçambicano, aprovou hoje (Quinta-feira), em definitivo, o Plano Económico e Social (PES) e o Orçamento do Estado para o ano de 2007.

A aprovação destes dois instrumentos foi possível graças ao voto da bancada maioritária da Frelimo, já que a oposição, coligação Renamo - União Eleitoral (RUE), praticamente não se fez presente na votação ao PES, com excepção de um único deputado mas que também não exerceu o seu direito de votar.

Ja na sala da plenária, os deputados da RUE, que chegaram com um atraso claramente propositado, ficaram indiferentes quando foi a vez de se decidir, em definitivo, sobre o Orçamento do Estado. Máximo Dias foi o único deputado da RUE que votou o Orçamento do Estado, mas abstendo-se.

O Deputado António Muchanga da RUE, bancada que ontem vandalizou a plenária quando se estava a apreciar o pacote eleitoral, ainda tentou impedir que a sessão de hoje decorresse normalmente, soprando um apito.

O ruído que se gerou não foi suficiente para parar com o trabalho, já que a Frelimo, bancada maioritária com 160 deputados, contra 90 da RUE, acabou decidindo favoravelmente sobre o PES e sobre o Orçamento do Estado para 2007.

Ainda na sessão de hoje, a RUE voltou a surpreender pela negativa quando os respectivos deputados recusaram-se a debater um projecto de Moção, da sua própria autoria, que “reprova” as respostas do Executivo, dadas aquando da sessão de “Perguntas ao Governo”.

A presença dos delegados da RUE na plenária da AR, nos últimos três dias, foi praticamente inútil, pois em momentos de votação esta bancada optou pela indiferença.

O regimento da AR prevê desconto de um dia de salário aos deputados que não votam, mesmo estando presentes na sessão.

O orçamento hoje aprovado reflecte a continua dependência de apoios externos para suportar a despesa pública estimada em 70,9 biliões de Meticais da Nova Família (MTn), cerca de 2,8 biliões de dólares norte-americanos.

O Governo prevê que as receitas totais, em porpocão do Produto Interno Bruto (PIB), atinjam, em 2007, 15,4 por cento, correspondendo a cerca de 32,5 biliões de MTn. A parte restante, 38,4 biliões de MTn, será coberta por fundos externos.

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