Primeira Ministra: crise não pode ser desculpa para reduzir ajuda
Doha (Qatar), 01 Dez 08 (AIM) – A Primeira-Ministra moçambicana, Luísa Diogo, lançou um apelo aos lideres dos países ricos para não usarem a crise financeira internacional como justificação para reduzirem a ajuda aos países em desenvolvimento.
“Esperamos que a actual crise financeira internacional não seja usada como justificação para reduzir a ajuda oficial ao desenvolvimento (ODA, na sigla em inglês)”, disse Diogo, intervindo este Sábado em Doha, capital do Qatar, na sessão plenária da Conferencia internacional sobre o Financiamento ao Desenvolvimento, um evento organizado sob os auspícios das Nações unidas.
Segundo explanou a Primeira-Ministra aos lideres mundiais, em termos de acessoaos recursos financeiros, as perspectivas económicas mundiais apresentam “um cenário pessimista” caracterizado pelo declínio, nos últimos dois anos, das despesas para a ajuda externa, por parte dos países desenvolvidos.
“Se a tendência de declínio continuar, a médio termo, o impacto será mais visível nos países em desenvolvimento, onde a falta de recursos financeiros vai tornar impossível manter o desenvolvimento económico ate agora atingido”, disse.
Assim sendo, Diogo defendeu que as Nações Unidas deviam liderar a comunidade internacional na tomada de consciência e responsabilidade para adoptar medidas apropriadas com vista a aliviar as consequências impostas pela crise, em particular nos países não produtores do petróleo.Referindo se ao Consenso de Monterrey, adoptado no México em 2002, Luísa Diogo reconheceu os esforços que foram empreendidos para cumprir o cometimento de mobilizar recursos nacionais e internacionais para o desenvolvimento, promover o comércio internacional como motor do desenvolvimento, estimular a cooperavas financeira e assistência técnica, reduzir a dívida externa, e encontrar uma solução aos problemas inerentes ao sistema financeiro internacional.
Entretanto, segundo observou, passados seis anos após a adopção do Consenso, a recente avaliação da implementação deste cometimento indica um progresso desnivelado, com a África cada vez mais atrás no cumprimento da maioria das metas acordadas.
Agem como agravantes deste insucesso os elevados custos acrescidos as crises energética, alimentar e financeira, mudanças climáticas e outros desafios que ameaçam a segurança e estabilidade dos países em desenvolvimento. Mesmo assim, Luísa Diogo se referiu a Moçambique, um país em desenvolvimento que, apesar destas adversidades, tomou medidas para melhorar o seu ambiente de negócios e criar incentivos para investidores nacionais e estrangeiros.
Como resultado, o desempenho económico tem sido bom nos últimos anos, com um crescimento anual continuado na casa dos 7 por cento de Produto Interno Bruto (PIB).
Do lado dos países desenvolvidos, nem tudo esta bem relativamente ao cumprimento de compromissos com o desenvolvimento. Atendendo isso, a Primeira-Ministra moçambicana desafiou os países poderosos a demonstrarem vontade politica e disponibilizarem os montantes acordados, equivalentes a 0.7 por cento do seu PIB, para a assistência ao desenvolvimento dos países pobres.
Luísa Diogo chamou a atenção sobre um aspecto do financiamento ao desenvolvimento que, segundo ela, não é somente uma questão de efectividade da ajuda, é também uma questão ligada a dívida externa, um aspecto a que se deve prestar atenção no âmbito da conclusão das negociações do comércio na Ronda de Doha.
Segundo explanou a Primeira-Ministra aos lideres mundiais, em termos de acessoaos recursos financeiros, as perspectivas económicas mundiais apresentam “um cenário pessimista” caracterizado pelo declínio, nos últimos dois anos, das despesas para a ajuda externa, por parte dos países desenvolvidos.
“Se a tendência de declínio continuar, a médio termo, o impacto será mais visível nos países em desenvolvimento, onde a falta de recursos financeiros vai tornar impossível manter o desenvolvimento económico ate agora atingido”, disse.
Assim sendo, Diogo defendeu que as Nações Unidas deviam liderar a comunidade internacional na tomada de consciência e responsabilidade para adoptar medidas apropriadas com vista a aliviar as consequências impostas pela crise, em particular nos países não produtores do petróleo.Referindo se ao Consenso de Monterrey, adoptado no México em 2002, Luísa Diogo reconheceu os esforços que foram empreendidos para cumprir o cometimento de mobilizar recursos nacionais e internacionais para o desenvolvimento, promover o comércio internacional como motor do desenvolvimento, estimular a cooperavas financeira e assistência técnica, reduzir a dívida externa, e encontrar uma solução aos problemas inerentes ao sistema financeiro internacional.
Entretanto, segundo observou, passados seis anos após a adopção do Consenso, a recente avaliação da implementação deste cometimento indica um progresso desnivelado, com a África cada vez mais atrás no cumprimento da maioria das metas acordadas.
Agem como agravantes deste insucesso os elevados custos acrescidos as crises energética, alimentar e financeira, mudanças climáticas e outros desafios que ameaçam a segurança e estabilidade dos países em desenvolvimento. Mesmo assim, Luísa Diogo se referiu a Moçambique, um país em desenvolvimento que, apesar destas adversidades, tomou medidas para melhorar o seu ambiente de negócios e criar incentivos para investidores nacionais e estrangeiros.
Como resultado, o desempenho económico tem sido bom nos últimos anos, com um crescimento anual continuado na casa dos 7 por cento de Produto Interno Bruto (PIB).
Do lado dos países desenvolvidos, nem tudo esta bem relativamente ao cumprimento de compromissos com o desenvolvimento. Atendendo isso, a Primeira-Ministra moçambicana desafiou os países poderosos a demonstrarem vontade politica e disponibilizarem os montantes acordados, equivalentes a 0.7 por cento do seu PIB, para a assistência ao desenvolvimento dos países pobres.
Luísa Diogo chamou a atenção sobre um aspecto do financiamento ao desenvolvimento que, segundo ela, não é somente uma questão de efectividade da ajuda, é também uma questão ligada a dívida externa, um aspecto a que se deve prestar atenção no âmbito da conclusão das negociações do comércio na Ronda de Doha.

