Apesar da crise: Primeira Ministra confiante no aumento da ajuda externa
Doha (Qatar), 01 Dez 08 (AIM) – A Primeira-Ministra moçambicana, Luísa Diogo, acredita que apesar da actual crise financeira internacional, a ajuda para os países em desenvolvimento vai continuar a fluir, tal como tem acontecido em Moçambique, nos últimos anos.
“Moçambique esta a beneficiar de volumes de ajuda cada vez maiores. Em 2007 tivemos 1.6 biliões de dólares norteamericanos, este ano recebemos 1.7 biliões e, em 2009, estamos a prever mais de 1.8 biliões de dólares”, disse a Primeira Ministra, reconhecendo, no entanto, que os montantes disponibilizados ainda estão longe de responder as necessidades dos programas de desenvolvimento e, por isso, deviam ser incrementados.
Segundo Diogo, este crescimento anual da ajuda canalizada para Moçambique prova que as nações desenvolvidas continuam a apoiar aqueles países que demonstram seriedade nos seus programas e um grande cometimento com o bem estar dos seus povos.
“Moçambique tem se ajudado a si próprio através da sua seriedade na implementação de reformas e de programas e projectos. É por isso que registamos um crescimento a um ritmo anual de 7 por cento e dissemos na conferencia que precisamos de mais recursos para continuarmos a apresentar melhores resultados”, disse, referindo-se aos inúmeros projectos que aguardam financiamento para a sua materialização, nomeadamente nas áreas da educação, saúde, estradas e pontes, aeroportos e outras infra-estruturas.
Luísa Diogo fez estas declarações a jornalistas moçambicanos em Doha, capital do Qatar, na Conferencia Internacional sobre o Financiamento ao Desenvolvimento. Na ocasião, Diogo manifestou-se confiante na adopção de mais um consenso favoravel aos países em desenvolvimento, no que toca a necessidade das nações ricas continuarem a empreender esforços para conceder mais apoio financeiro ao desenvolvimento.
As intervenções dos mandatários no primeiro dia da Conferencia de Doha foram unanimes em apontar que a crise financeira internacional não pode servir de pretexto para que haja cortes nas iniciativas de alivio da dívida externa e nos investimentos directos estrangeiros, uma posição que foi central na intervenção de Luísa Diogo.
“Estamos optimistas quanto aos resultados desta conferencia porque, dos debates que estão a decorrer, ficou claro que tudo aquilo que e’ feito para o desenvolvimento de um pais não beneficia somente a esse pais, mas a todos os outros”, disse Diogo, numa opinião que se aproxima a do Emir do Qatar, Sheik Hamad bin Kalifa Al Thani, que considera que o desenvolvimento e’ um tecto que deve cobrir a todos.
Relativamente a critica levantada por organizações não governamentais e da sociedade civil de que os países ricos não vão se distanciar dos seus problemas, associados a crise financeira, para dar atenção as preocupações dos países em desenvolvimento, Diogo disse concordar "em parte", e explicou: “Os países desenvolvidos vão continuar a dar atenção aos seus problemas porque, encontrando soluções, evitam que estes problemas se alastrem e afectem os nossos países. É preciso que resolvam urgentemente esta crise e isso passa por uma gestão macro-económica e financeira seria”, reiterou.
Para a Primeira Ministra, não faz sentido que o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional, que são muito rigorosos com os países em desenvolvimento, tenham sido distraídos em relação a situação que se verificou nos países desenvolvidos.
Referir que em consequência da actual crise financeira, estimativas do Banco Mundial indicam que 40 milhões de pessoas em todo o mundo estão condenadas a enfrentar a pobreza em 2009 se não houver um cometimento e financiamento sério para combater este mal.
A Conferência de Doha vem deixar uma mensagem clara sobre a urgência de se responder aos compromissos assumidos em 2002 em Monterey, de se dotar o sistema financeiro internacional de maior transparência, e promover um modelo de organização global em que as opiniões dos países em desenvolvimento são ouvidas e consideradas na tomada de decisões que a eles também vinculam.
Segundo Diogo, este crescimento anual da ajuda canalizada para Moçambique prova que as nações desenvolvidas continuam a apoiar aqueles países que demonstram seriedade nos seus programas e um grande cometimento com o bem estar dos seus povos.
“Moçambique tem se ajudado a si próprio através da sua seriedade na implementação de reformas e de programas e projectos. É por isso que registamos um crescimento a um ritmo anual de 7 por cento e dissemos na conferencia que precisamos de mais recursos para continuarmos a apresentar melhores resultados”, disse, referindo-se aos inúmeros projectos que aguardam financiamento para a sua materialização, nomeadamente nas áreas da educação, saúde, estradas e pontes, aeroportos e outras infra-estruturas.
Luísa Diogo fez estas declarações a jornalistas moçambicanos em Doha, capital do Qatar, na Conferencia Internacional sobre o Financiamento ao Desenvolvimento. Na ocasião, Diogo manifestou-se confiante na adopção de mais um consenso favoravel aos países em desenvolvimento, no que toca a necessidade das nações ricas continuarem a empreender esforços para conceder mais apoio financeiro ao desenvolvimento.
As intervenções dos mandatários no primeiro dia da Conferencia de Doha foram unanimes em apontar que a crise financeira internacional não pode servir de pretexto para que haja cortes nas iniciativas de alivio da dívida externa e nos investimentos directos estrangeiros, uma posição que foi central na intervenção de Luísa Diogo.
“Estamos optimistas quanto aos resultados desta conferencia porque, dos debates que estão a decorrer, ficou claro que tudo aquilo que e’ feito para o desenvolvimento de um pais não beneficia somente a esse pais, mas a todos os outros”, disse Diogo, numa opinião que se aproxima a do Emir do Qatar, Sheik Hamad bin Kalifa Al Thani, que considera que o desenvolvimento e’ um tecto que deve cobrir a todos.
Relativamente a critica levantada por organizações não governamentais e da sociedade civil de que os países ricos não vão se distanciar dos seus problemas, associados a crise financeira, para dar atenção as preocupações dos países em desenvolvimento, Diogo disse concordar "em parte", e explicou: “Os países desenvolvidos vão continuar a dar atenção aos seus problemas porque, encontrando soluções, evitam que estes problemas se alastrem e afectem os nossos países. É preciso que resolvam urgentemente esta crise e isso passa por uma gestão macro-económica e financeira seria”, reiterou.
Para a Primeira Ministra, não faz sentido que o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional, que são muito rigorosos com os países em desenvolvimento, tenham sido distraídos em relação a situação que se verificou nos países desenvolvidos.
Referir que em consequência da actual crise financeira, estimativas do Banco Mundial indicam que 40 milhões de pessoas em todo o mundo estão condenadas a enfrentar a pobreza em 2009 se não houver um cometimento e financiamento sério para combater este mal.
A Conferência de Doha vem deixar uma mensagem clara sobre a urgência de se responder aos compromissos assumidos em 2002 em Monterey, de se dotar o sistema financeiro internacional de maior transparência, e promover um modelo de organização global em que as opiniões dos países em desenvolvimento são ouvidas e consideradas na tomada de decisões que a eles também vinculam.

