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Guebuza diz que liberdade política é apenas um ponto a partir do qual se faz aquilo a que não se era permitido pelo inimigo

Adis Abeba, 01 Fev 2007 (AIM) - O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, diz que a liberdade política, que os moçambicanos conquistaram quando proclamaram a sua independência em 1975, significou apenas que eles passaram a ter o direito de fazer aquilo que durante séculos não lhes era permitido pelo seu inimigo, começando por serem de facto donos do seu próprio país e, por via disso, empenharem-se com afinco no seu desenvolvimento socio-económico. Intervindo em improviso durante um encontro que teve na noite de terça-feira última com a comunidade moçambicana residente na capital etíope, onde o estadista moçambicano se encontrava a tomar parte na VIII Cimeira da União Africana (UA), que terminou no mesmo dia, Guebuza vincou que a independência e liberdade em si só tornam-se inúteis se os que as conquistaram se limitarem a celebra-las como se de per si só fossem dar-lhes a felicidade eterna.

Vincou que mesmo agora que Moçambique já é independente há 32 anos esse processo libertador ainda não terminou, porque, conforme vincaria, a proclamação da independência, e subsequente conquista da liberdade, significou, acima de tudo, que os moçambicanos “passaram a ter direito de disporem do seu futuro e de poderem fazer o que não lhes era permitido”.

Disse que para que a liberdade dos moçambicanos tenha sentido têm de a dignificar, o que passa pelo seu empenho na edificação de um Moçambique economicamente forte e próspero.

Depois de referir que não visitava Etiópia há 31 anos, Guebuza disse que quando nessa altura ele e outros membros do Governo moçambicano visitavam este país, especialmente a sua capital Adis Abeba, vinham com a missão de tratar da libertação de Moçambique ou da sua continuação e consolidação.

Guebuza destacou que para que a liberdade seja de facto liberdade que se traduz numa felicidade eterna de todos os moçambicanos, todos devem empenhar-se no desenvolvimento do seu país, sob pena de que de nada terá valido consentir tantos sacrifícios para que Moçambique e o seu povo fossem finalmente livres da dominação colonial portuguesa.

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