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Moçambique e China reforçam cooperação

Maputo, 8 Fev 2007 (www.jornalnoticias.co.mz) O Presidente da República Popular da China Hu Jintao é esperado esta manhã em Maputo para uma visita oficial de 24 horas a Moçambique, a convite do seu homólogo moçambicano, Armando Guebuza. Trata-se da primeira visita que um chefe de Estado chinês efectua ao nosso país, durante a qual delegações de alto nível, encabeçadas pelos respectivos chefes de Estado, vão discutir o reforço das relações entre os dois países, e o estabelecimento de novos projectos de cooperação bilateral.

Moçambique e China estabeleceram relações diplomáticas logo após a proclamação da independência nacional, a 25 de Junho de 1975, na base das quais se vêm desenvolvendo uma cooperação que foi resistindo às mudanças operadas tanto na conjuntura internacional como na situação interna de cada país. Mesmo antes da proclamação da independência, os dois países já vinham desenvolvendo um intercâmbio amistoso, há mais de meio século, destacando-se o apoio prestado pela China à luta armada contra a dominação colonial portuguesa em Moçambique.

De acordo com o programa da visita acordado entre as duas partes, o presidente chinês será recebido no aeroporto de Maputo pelo seu homólogo, Armando Guebuza, estando prevista a realização de uma cerimónia de Estado.

À tarde terão lugar conversações bilaterais entre delegações de ambos países, prevendo-se que no fim seja assinado um acordo geral de cooperação abarcando diversas áreas de interesse comum.

Uma nota da Embaixada chinesa em Maputo, recebida ontem na nossa Redacção, cita o Ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, LI Zhaoxing, a nomear algumas áreas de cooperação que têm vindo a ser desenvolvidas entre a China e os Países de Língua Portuguesa, incluindo Moçambique, como são os casos da economia, comércio, cultura, Educação e Saúde. De modo particular, a China tem vindo a apoiar o desenvolvimento da área de infra-estruturas em Moçambique, fundamental para o estabelecimento de bases para um  crescimento socioeconómico efectivo.

Olhando para o cenário definido após o Fórum  de Cooperação Sino-Africano, realizado em Novembro de 2006 na cidade de Beijing, na China, Moçambique poderá levar à mesa de negociações propostas de operacionalização de cooperação nas áreas de trocas comerciais e infra-estruturas, antevendo-se igualmente que as duas partes alcancem um acordo de perdão da dívida moçambicana para com aquele país asiático.

Na sequência do Fórum Sino-Africano de 2006, a China colocou à disposição dos países africanos um montante orçado em três biliões de dólares americanos para custear despesas nos domínios de capacitação técnica dos países do continente, combate à malária e HIV/SIDA, construção de centros de demonstração de técnicas agrícolas, entre outras iniciativas, no período entre 2007  e 2010.

Durante a visita do presidente chinês espera-se que as autoridades moçambicanas apresentem propostas concretas de projectos que possam permitir que o nosso país aceda a estes fundos, desenvolvendo sectores abrangidos pela iniciativa.

Amanhã, último dia da visita, o dignitário chinês vai depor uma coroa de flores no Monumento aos Heróis Moçambicanos, em Maputo, antes de proceder à entrega da placa que marca o arranque das obras de construção do centro de demonstrações de tecnologias agrárias de Nampula, em cerimónia que terá lugar no Instituto de Investigação Agronómica, na presença do chefe do Estado moçambicano.

Para esta noite está agendado um banquete de Estado durante o qual os dois chefes de Estado vão falar das perspectivas dos seus países em relação à cooperação bilateral, e traçar as principais linhas de força daquilo que os seus povos e Estados almejam com o proposto reforço das suas relações.
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