Ferramentas Pessoais
Acções do Documento

Moçambique e China avaliam cooperação

Maputo, 09 Fev 2007(AIM) – A Primeira-Ministra moçambicana, Luísa Diogo, louvou na manhã de hoje, em Maputo, o “apoio incondicional e sem reservas” prestado pela China à África, incluindo Moçambique.

Diogo falava depois da audiência que concedeu a uma delegação de empresários da China, no âmbito da visita de Estado de cerca de 24 horas que o Presidente chinês, Hu Jintao, efectua a partir de hoje a Moçambique, visando consolidar e expandir as relações de amizade entre os dois países. A Primeira-Ministra criticou igualmente alguns parceiros que não honram as suas promessas.

Na audiência, foi discutido e consolidado o interesse de Moçambique em relação ao “Exim Bank”, Banco chinês.

O “Exim Bank”, criado em 1994 e sob tutela do Executivo de Beijing, tem como principal mandato implementar as políticas do Estado na indústria, comércio externo, economia e finanças para apoiar a política financeira e promover as exportações da China.

O encontro, que, segundo a Primeira-Ministra, não trouxe grandes novidades em relação aquilo que se vinha discutindo, ajudou apenas a consolidar as discussões e reafirmar o interesse de Moçambique em relação àquela instituição financeira.

Luisa Diogo disse, no entanto, que o encontro serviu para reafirmar o conteúdo das discussões entre os dois países em relação as prioridades de Moçambique para diversas áreas, nomeadamente a de infraestruturas havendo grande interesse de assegurar um tratamento semelhante para os sectores público e empresarial.

No encontro, a Primeira-Ministra apontou, por outro lado, o interesse de Moçambique em relação a componente produtiva afirmando que o país gostaria de continuar a explorar as janelas financeiras ofericidas pelo banco chines para desenvolver áreas como a de energia, telecomunicações, desporto, entre outras cujas discussões ainda continuam.

Diogo apontou, por outro lado, o interesse de Moçambique no domínio da agricultura e desenvolvimento rural, dado que 70 por cento dos cerca de 19 milhões de habitantes vivem de agricultura e contribuindo, do ponto de vista do Produto Interno Bruto (PIB), com apenas 30 por cento.

“Se a agricultura contribuir em mais de 40 por cento, Moçambique já estará a dizer que está realmente numa situação avançada de combate a fome”, disse ela, acrescentando que foi, desta feita, igualmente reafirmada a questão de produção do arroz e vários outros produtos onde se pode desenvolver a agricultura e agro-indústria.

A presente realidade, segundo ela, mostra a necessidade de a agricultura e a agro-indústria terem de contribuir mais.

Nas discussões havidas com a delegação chinesa foi igualmente debatida a questão da ciência e tecnologia. Na ocasião, ela apresentou a abordagem de Moçambique com vista a melhorar as suas aptidões.

“Discutimos a questão da ciência e tecnologia virada para o aumento imediato da produção, a capacidade do moçambicano de poder organizar um negócio produtivo para poder fazer rendimentos e contribuir para o aumento da produção no país”, disse Diogo.

“Nós continuamos a debater, porque o desenvolvimento de um país é sempre feito na base daquilo que o país anfitrião tem para oferecer e o país visitante tem também para oferecer”, disse ela.

Há, segundo a governante, muito debate sobre o interesse de Moçambique em ver incrementadas novas actividades no sector público e a China é o único parceiro internacional que nunca mostrou reservas quanto aquilo que o país aponta como sendo prioridade.

Luisa Diogo apontou, a título de exemplo, que “quando nós dizemos que a Procuradoria Geral é prioridade em Moçambique eles concordam connosco”, contrariamente a outros parceiros que, apesar de reconhecerem a importância da Procuradoria, quando falta dinheiro pura e simplesmente não desembolsam os valores necessários para o efeito.

“Neste caso, este parceiro (China) aceita facilmente”, sublinhou a Primeira-Ministra.

Desta feita, ela vincou a necessidade de se encontrar um ponto de equilíbrio justo e os governos dos dois países estão ainda a procura desse ponto para encontrar aquilo que Moçambique pode fazer na base dos compromissos internacionais que tem com outros parceiros.

Na ocasião, foi também questionada a existência ou não de interesse em financiar a barragem de Mpanda Nkua, no rio Zambeze. Luísa Diogo disse que continuar-se-á a intensificar o debate em relação ao assunto, mas não se pode considerar que o mesmo será finalizado em breve.

Segundo Diogo, no decurso das discussões a acontecerem na tarde de hoje todos os dossiers que tiverem o respectivo desfecho serão rubricados os respectivos acordos.

 

« Fevereiro 2012 »
Do
1234
567891011
12131415161718
19202122232425
26272829
INTRANET


Quem pode aceder?
Esqueceu a sua senha?