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China perdoa dívida moçambicana

Maputo, 08 Fev 2007 (AIM) – O Presidente chinês, Hu Jintao, anunciou hoje (Quinta-feira), em Maputo, o cancelamento da dívida moçambicana para com aquele país asiático, avaliada em 20 milhões de dólares EUA.

O anúncio foi feito em declarações à imprensa nacional e estrangeira momentos depois das conversações oficiais entre Hu e o Presidente moçambicano, Armando Guebuza, no âmbito da visita de Estado cerca de 24 horas que o mais alto dignatário chinês efectua desde hoje ao país.

O cancelamento da dívida faz parte de um dos acordos rubricados pouco antes dos dois estadistas prestarem declarações a imprensa.

Ainda hoje, a China anunciou que vai conceder um empréstimo a Moçambique no valor de 1,2 bilião de Yuanes chineses (cerca de 154,8 milhões de USD) mas para projectos ainda por acordar.

Um outro empréstimo de cerca de 40 milhões de USD, de um banco chinês denominado “Eximbank”, será também concedido a Moçambique para a construção de infraestruturas públicas, segundo disse o Ministro moçambicano das Finanças, Manuel Chang.

Para a construção do Estádio Nacional, a China comprometeu-se a desembolsar cerca de 15 milhões de USD, infraestrutura que deverá estar pronta ate pouco antes da realização, na África do Sul, do mundial de Futebol, no ano de 2010. Este empréstimo não estará sujeito a nenhuma taxa de juros.

“Como parte de se implementer as decisões da Cimeira de Beiging (Novembro de 2006-entre a China e África), a China decidiu perdoar a dívida contraída (desde os anos 80 ate 2005), e continuar a aumentar o acesso ao Mercado chinês dos produtos moçambicanos, passando de 190 para 442 categorias de produtos isentos de impostos”, disse o Presidente Hu.

Ele anunciou ainda que o seu país vai ajudar Moçambique a construir, até 2009, um centro piloto de tecnologia agricola, para além da construção de duas escolas técnicas de preferência nas zonas rurais.

De acordo com Hu, a China vai ainda assistir Moçambique na construção de um centro de prevenção da Malária, e aumentar o número de bolsas de estudo governamentais da China para com Moçambique.

Em declarações a imprensa, Hu considerou de positivo o nível de cooperação entre os dois países, afirmando que ela é histórica e que tem alcançado uma profundidade inquestionável.

Ele exemplificou que o valor do comércio bilateral, em 2006, ultrapassou 200 milhões de USD, seis vezes mais do que a cifra de 2001.

Por seu turno, o Presidente moçambicano, Armando Guebuza, considerou os acordos hoje assinados como um sinal de comprometimento dos dois países na luta contra a pobreza.

“Temos plena consciência de que estes acordos não respondem a todos os desafios impostos pela luta contra a pobreza em Moçambique mas são uma contribuição valiosa quer do ponto de vista político, quer ainda do ponto de vista económico, de modo a se complementar o esforço dos moçambicanos”, sublinhou, por outro lado, o estadista moçambicano.

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