Guebuza defende elevação das relações económicas com o vietname
Ho Chi Minh, Vietname, 18 Jan 2007 (AIM) – O Presidente Armando Guebuza defendeu hoje nesta cidade, para que Moçambique e o Vietname façam tudo para elevar as suas relações económicas e de investimento empresarial mútuo ao nível tão alto quanto o conseguiram na esfera política.
Discursando pouco depois de chegar à cidade vietnamita de Ho-Chi-Minh, vindo da capital Hanoi, no prosseguimento da visita de cinco dias que está a efectuar a este país asiático desde a última terça-feira, Guebuza reiteirou a sua tese de que politicamente, Moçambique e o Vietname atingiram há muito um relacionamento ‘’muito excelente’’, mas que para que isso produza benefícios que sejam ainda mais visíveis aos seus povos há muito unidos por uma amizade especial, é imperioso que os dois países incrementem o seu intercâmbio económico nos domínios público e privado.
Antes de deixar Hanoi ao começo da tarde para Ho-Chi- Minh, Guebuza deslocara-se à provincia vietnamita de Hanan, onde se inteirou do modo tão simples, mas bastante eficiente, com que os habitantes das zonas rurais locais tem capitalizado ao máximo a exploração agrícola, pecuária e piscicula das pequenas porções de terra que lhes são atribuidas pelo governo.
Uma das comunidades rurais que foi visitada por Guebuza e pelo minístro moçambicano da agricultura, Tomás Mandlate, tem sido capaz de produzir gado, porcos, peixe, camarão, arroz e frutas diversas num espaço de terra de menos de um hectar.
Durante a vista, Guebuza e comitiva viram “in loco”essa gama desses produtos que uma das famílias detem uma dessas ‘’machambinhas’’. Na verdade, produzindo quase praticamente tudo que precisa para se alimentar e amealhar dinheiro com os seus excedentes numa área de apenas 0,9 hectares.
Revelou que é nessa área equivalente a um espaço dum jardim normal duma família citadina moçambicana, onde consegue criar uma serie de animais domésticos, tais como gado, porcos, galinhas, para além duma verdejante plantação de arroz, árvores de fruta, bem como abrir uma represa onde cria grandes quantidades de peixe e camarão.
O chefe dessa família fez na altura uma explanação do que ele e a sua família conseguiram de rendimento durante a colheita do ano passado, enfatizando que dos excedentes que venderam rendeu-lhes um total de cinco mil dólares pela vende da carde de gado, porco, peixe, camarão e a serie de produtos que exploram nesses 0,9 hectares de terra que lhes foi atruibuido pelo Estado.
Para Guebuza, é este tipo de experiencias de per si comprovadas e que estão a acabar com a fome e a pobreza que devem ser aplicadas também em Moçambique para que se tenham mais rendimento agro pecuário nas zonas rurais do país e assim se acabe com fome endémica que ainda afecta milhões de moçambicanos.

