Guebuza satisfeito com resultados da visita ao Japão
Tóquio, 24 Jan (AIM) – O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, manifestou hoje (quarta-feira), em Tóquio, a capital nipónica, a sua satisfação com os resultados “positivos” alcançados na sua primeira visita oficial ao Japão na qualidade de Chefe de Estado.
Guebuza visitara o Japão quando ocupava o cargo de Secretário-geral da Frelimo, antes das eleições gerais de 2004, em que ele e o (seu) Partido FRELIMO saíram vencedores.
Fazendo um breve balanço da visita na qualidade de estadista, que coincidiu com a celebração dos 30 anos das relações diplomáticas, Guebuza disse ter sido alcançado o objectivo do aprofundamento e reforço das relações Moçambique-Japão a vários níveis e domínios.
“E também vínhamos preocupados em obter uma atitude cada vez mais positiva em relação a cooperação (bilateral)”, disse Guebuza. Essa atitude positiva foi expressa, na terça-feira, pelo Primeiro-Ministro japonês, Shinzo Abe, que sublinhou que “há condições para o aprofundamento das relações de cooperação entre os dois países”.
Para Guebuza, que já deixou Tóquio de regresso a Maputo, algumas das áreas que mais preocupam o seu Governo na cooperação são infraestruturas e atracção dos investimentos. Para além das conversações oficiais que manteve com o Primeiro- Ministro nipónico, Guebuza foi recebido em audiência pelo Imperador Akihito, dirigiu um seminário sobre investimentos em Moçambique, reuniu-se com embaixadores africanos acreditados em Tóquio e alguns parlamentares, entre outras acções.
Um dos pontos altos da visita foi a assinatura de um acordo em que o Japão se compromete a financiar a implementação de projectos de construção de pontes nas províncias da Zambézia e Tete e para o combate da malária em Moçambique no valor de 492 milhões de Yenes (cerca de 4,1 milhões de dólares). O projecto para o controlo de malária absorve 449 milhões de Yenes.
“Partindo do princípio de que, normalmente, neste tipo de visitas oficiais, inicialmente, não se esperam resultados concretos, estamos satisfeitos com o que foi alcançado. Foram criadas as bases, aparentemente há uma vontande de as empresas japonesas aprofundarem o conhecimento sobre o nosso país e as condições de poderem lá investir”, disse o Presidente moçambicano.
Por isso, o acordo de terça-feira, segundo ele, não cobre tudo, ainda há muitas áreas em aberto que não foram discutidas e que as partes vão dar continuidade, apontando como exemplo o facto de o Japão ter mostrado interesse em apoiar na luta contra a pobreza para que “encontremos as formas que possam permitir que, efectivamente, possamos aumentar a produção de comida no país”.
A comitiva Presidencial integrava a Primeira Dama de Moçambique, Maria da Luz Guebuza, os Ministros dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Alcinda Abreu, das Obras Públicas e Habitação, Felícios Zacarias, da Indústria e Comércio, António Fernando, das Pescas, Camdmiel Muthemba, entre outros.

