China vai anunciar novo pacote de ajuda a Moçambique
Beijing, 25 Jan (AIM) – O Presidente chinês, Hu Jintao, vai anunciar novos planos de ajuda a Moçambique durante a visita oficial ao país, anunciou, em Beijing, o vice - Ministro dos Negócios Estrangeiros, Zhai Jun.
Hu Jintao visita Moçambique no quadro de um périplo por oito países africanos, que vai decorrer entre 30 de Janeiro corrente e 10 de Fevereiro próximo, e que o levará ainda a África do Sul, Namíbia, Zâmbia, Camarões, Libéria, Sudão e Seychelles.
Falando durante uma conferência de impresa em Beijing, Zhai Jun disse que o estadista chinês vai apresentar novas medidas de apoio a Moçambique durante a visita e irá assinar diversos documentos de cooperação económica e comercial.
Contudo, o vice-Ministro chinês dos Negócios Estrangeiros escusou-se a especificar a natureza dos planos de ajuda ao desenvolvimento previstos para Moçambique. Afirmou, no entanto, que as medidas de apoio se enquadram nas áreas de ajuda a África que o Presidente chinês enumerou em Novembro na Cimeira do Fórum de Cooperação China-Africa (FOCAC) e incluem a atribuição de empréstimos preferenciais, a criação de um fundo sino-africano de desenvolvimento para uso de empresas e o perdão das dívidas dos países africanos menos desenvolvidos, como é o caso de Moçambique.
Outras políticas de apoio a África que Hu Jintao anunciou em Novembro incluem facilidades à entrada de produtos africanos na China, aumentando de 190 para 440 o número de produtos isentos de tarifas de importação, e o estabelecimento, nos próximos três anos, de um máximo de cinco zonas de cooperação comercial e económica em África.
A agenda do Presidente Hu Jintao em Moçambique inclui um encontro com o Chefe do Estado moçambicano, Armando Guebuza, e inauguração de um Centro Especial de Demonstração de Tecnologia Agrícola, parte de um total de 10 que a China irá construir em África.
De acordo com Zhai Jun, nos onze primeiros meses de 2006, as trocas comerciais entre a China e Moçambique atingiram 190 milhões de dólares. “Não é muito, mas ainda assim é cinco vezes superior ao volume comercial de 2001”, explicou.
Em 2005, o comércio sinomoçambicano rondou 168 milhões de dólares, com as empresas chinesas a investirem cerca de 49 milhões de dólares no país, nos sectores agrícola, comércio e pesca, com a China a subir, em poucos anos, de 26º investidor em Moçambique para sexto.
Apesar de, entre 2004 e 2005, as exportações moçambicanas para a China, sobretudo madeira e sésamo, terem aumentado 38,1 por cento, a China registou, em 2005, um excedente comercial com Moçambique de cerca de 15,5 milhões de dólares.
Beijing e Maputo mantêm relações diplomáticas desde a independência de Moçambique, a 25 de Junho de 1975, e a China construiu no país algumas das mais importantes infra-estruturas da capital, nomeadamente os edifícios da Assembleia da República, Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação e Centro de Conferências Joaquim Chissano, tendo já anunciado a construção do futuro Estádio Nacional, em Maputo.

