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Moçambique e Etiópia relançam cooperação

Maputo, 29 jan 2007 (www.jornalnoticias.co.mz) O Presidente da República, Armando Guebuza, participa hoje e amanhã, na capital Etíope, Addis-Abeba, na VIII Conferência da União Africana, a decorrer sob o lema “Ciência, tecnologia e investigação científica para o desenvolvimento”. Entretanto, Moçambique e Etiópia assinaram, no sábado último, um acordo geral de cooperação, visando intensificar as relações entre os dois países. Os documentos foram rubricados pelos titulares das pastas dos Negócios Estrangeiros, nomeadamente Alcinda Abreu e Seyum Mesfim.

Em breves declarações a jornalistas, os dois ministros destacaram a importância do entendimento, vincando que servirá de base para o incremento da sua cooperação em diferentes domínios socioeconómicos.
Alcinda Abreu explicou que este acordo  lança as bases jurídicas e legais para que os dois países possam dar mais ímpeto à cooperação que já se vem desenvolvendo. 
 Disse  haver muitas oportunidades e áreas em que os dois países podem cooperar e ter benefícios mútuos, incluindo o que ela chamou de “tecnologias indígenas" , numa referência à riqueza artística dos dois países. Entretanto, acredita-se que os etíopes estejam muito avançados nesta matéria, fazendo peças de grande valor com base  em materias-prima locais que noutros países africanos não tem sido devidamente aproveitados.
Instado a comentar se antes deste acordo os dois países cooperavam, Alcinda Abreu respondeu que o que Moçambique e Etiópia pretendem é que o seu relacionamento seja intensificado e alargado para outras áreas, como a Educação e a Saúde.
Por sua vez, quando o chefe da diplomacia etíope,  Seyum Mesfin, foi questionado sobre o actual estágio da interacção Moçambique/Etiópia respondeu que "temos vindo a cooperar, mas a um nível bastante baixo'', acrescentando que  ''queremos e acreditamos que podemos fazer mais''.
Num breve recuo à historia dos dois países, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Etiópia considerou que a ajuda que o seu país prestou à Moçambique na altura da luta pela independência foi, em última análise, um auto-apoio, dado que  havia a convicção de que o triunfo de cada um dos povos, só seria possível quando todos resgatassem as suas liberdades. Acrescentou que aquele espírito prevalece nas novas batalhas que os africanos hoje travam, como a luta contra a pobreza e a fome.

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