Parlamentares nordícos reiteram ajuda a Moçambique
Maputo, 29 Jan 2007 (AIM) – A missão de parlamentares nórdicos que visitou Moçambique até Sábado último reiterou que os países que eles representam continuarão a apoiar o Governo no combate a pobreza e no alcance dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), não obstante a ocorrência de actos de corrupção no país.
Em conferência de imprensa, aqueles parlamentares manifestaram a sua preocupação pela contínua ocorrência da corrupção no país, principalmente na utilização dos fundos disponibilizados para ajudar o país a sair da pobreza.
A missão considera, contudo, que o Governo já tem criados instrumentos mínimos para se estancar este mal no país. “Como parlamentares temos a missão de informar aos nossos países como é que o dinheiro disponibilizado para o combate a pobreza está sendo aplicado”, disse Ilkka Taipale, parlamentar da Filândia que integrou a missão constituída por oito parlamentares oriundos da Noruega, Suécia, Dinamarca, Finlândia e Islândia.
Numa visita de cerca de uma semana a Moçambique, aqueles parlamentares tomaram conhecimento da realidade social e económica moçambicana, e do nível de coordenação entre o Governo e as agências das Nações Unidas que operam no país.
Quanto aos níveis de corrupção em Moçambique, o parlamentar filandês, Ilkka Taipale, lamentou, por exemplo, o desvio de cerca de cinco mil dólares norte-americanos (no câmbio oficial um dólar equivale a cerca de 26 meticais) parte de um fundo destinado, segundo ele, a apoiar projectos de reabilitação de mulheres prisioneiras.
“O projecto terminou porque constatamos que as autoridades judiciais moçambicanas nada fizeram para responsabilizar os funcionários responsáveis pelo desvio”, explicou Ilkka Taipale, para quem este é um dos exemplos de actos de corrupção que minam os esforços de desenvolvimento de países que necessitam de ajuda, como é caso de Moçambique.
Durante a sua permanência no país, a missão foi recebida pelo vice - Ministro dos Negócios Estrangeiros, Henrique Banze, governante que, segundo os membros da missão, lhes informou sobre os esforços governamentais em curso, tendo em conta o combate aos obstáculos do desenvolvimento, nomeadamente a corrupção.
Aqueles parlamentares reiteraram, na conferência de imprensa, que o Governo moçambicano tem de continuar a fazer “tudo ao seu alcance” para que as instituições de luta contra a corrupção concretizem os objectivos para os quais foram criados.
Por outro lado, sublinhando que não obstante os actos de corrupção, que ocorrem nas instituições públicas, os países nórdicos estão comprometidos com a causa do desenvolvimento do país, a representante parlamentar da Islândia, Porunn Sveinbjarnardottir, disse que “o apoio irá continuar tal como vem acontecendo desde a luta de libertação das mãos de colonizadores”.
“Só um amigo é que pode dizer que um determinado companheiro está errado nisto ou naquilo”, disse um outro componente da missão.
Para além de visitas as comunidades moçambicanas, a agenda dos parlamentares nórdicos incluiu encontros com governantes, funcionários das Nações Unidas, representantes dos doadores e parceiros de desenvolvimento, membros da sociedade civil e visitas a vários projectos que benefeciam da assistência das Nações Unidas.

