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China perdoa dívida de 33 países africanos

Beijing, 31 jan 2007 (AIM) – A China vai perdoar, até finais de 2007, a dívida bilateral de 33 países africanos menos desenvolvidos, incluindo Moçambique, assim como dos que estão altamente endividados, revelou, segunda-feira, o Ministério do Comércio daquele país asiático.

Sem revelar os nomes dos países que vão beneficiar do gesto, muito menos os valores envolvidos, a China adiantou que o perdão da dívida insere-se numa séria de iniciativas que se comprometeu a concretizar durante o Fórum de Cooperação Sino-Africano.

No decurso daquele encontro, realizado em Novembro de 2006, Beijing anunciou que as políticas de ajuda a África incluiam a atribuição de empréstimos preferenciais, a criação de um fundo sinoafricano de desenvolvimento para uso de empresas e o perdão das dívidas dos países africanos menos desenvolvidos, como é o caso de Moçambique.

A decisão do Executivo de Beijing surge numa altura em que o Chefe de Estado chinês, Hum Jintao, inicia, a partir do próximo dia 11 do mês em curso, uma digressão por vários países africanos incluindo Moçambique.

O presidente chinês terá o Camarões como primeira etapa da visita, seguido da Libéria, Sudão, Zâmbia, Namíbia, Africa do Sul. No regresso ao país de origem, o estadista chinês vai passar pelas Seicheles, estado insular no Oceano Índico.

Um aspecto que marcará a visita do presidente chinês é provável anúncio da duplicação do volume da sua ajuda, na véspera da digressão de Hu Jintao pelos oito países africanos. Refira-se que a China anunciou, recentemente, a concessão de empréstimos aos países africanos no valor de três biliões de dólares em créditos preferências, durante os próximos três anos.

Segundo garantias dadas pelo Ministério do Comércio, o crédito está isento de condicionalismos que geralmente são impostos pelos países ocidentais, que tem provocado a ira de muitos líderes africanos.

A China, pelo contrário, defende os seus laços comerciais com a África e refuta o criticismo do Ocidente que alega que aquele país asiático peca por não condicionar a ajuda a uma maior transparência e responsabilização na concessão de empréstimos ao continente.

Durante a visita de Hu Jintao espera-se igualmente que sejam rubricados vários acordos de cooperação.

 

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