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Guebuza diz que redução da pobreza deve ser medida tanto pelos ganhos individuais como colectivos

Brasília, 23 Jul 09 (AIM) - O Presidente moçambicano diz que a luta contra a pobreza em Moçambique está sendo paulatinamente bem sucedida, mas chamou à atenção para não se avaliar esse sucesso apenas com base nos rendimentos individuais, como se deve fazé-lo com base dos ganhos colectivos, que se reflectem através da construção de infra-estruturas sociais onde antes nunca existiram, tais como escolas, hospitais, estradas, pontes, sistemas de comunicação como redes de telefonia fixa e móvel e muitas outras que agora tem estado a melhorar a qualidade de vida de milhões de moçambicanos.

Respondendo a uma pergunta que lhe foi feita durante uma conferência de imprensa que deu em Brasília a jornalistas locais no quadro da visita de trabalho de cinco dias que desde domingo último está a efectuar ao Brasil, sobre em que forma os projectos que o Brasil tem apoiado em Moçambique tem ajudado o povo a sair da pobreza, o Chefe do Estado explicou que isso tanto pode

ocorrer a nível individual, como colectivamente.

 

Ele deixou claro que a luta contra a pobreza não deve ser entendida como sendo um processo de distribuição pelo Governo do que falta a cada cidadão como pessoa singular, mas sim através da redistribuição da renda nacional, através da construção, por exemplo, de mais fontes de água potável, electricidade, entre outras acções.

 

Destacou que graças ao apoio financeiro que o pais tem vindo a receber de países amigos como o Brasil, que tem estado a ser, segundo o PresidenteGuebuza, um grande promotor do desenvolvimento de Moçambique, há já muitas comunidades que já não tem de percorrer longas distancias para terem acesso a um hospital, maternidade, fonte de água potável, porque já tem tudo a dois passos de onde vivem. Disse que o mesmo está já acontecendo no domínio da educação, porque com o apoio que tem sido canalizado pelos parceiros do país o Governo conseguiu já construir pelo menos escolas dos níveis básico, secundário e médio onde antes nunca existiram.

 

Para melhor sustentar a sua resposta, o Presidente Guebuza disse que até há pouco mais de 15 anos atrás eram poucos os distritos que tinham escolas secundários ou medias, mas que hoje todos os 128 distritos que compõem o território moçambicano, e onde vive a maioria dos moçambicanos, já as tem. Outro dos ganhos sociais tem sido a construção de universidades ou faculdades ao nível das províncias, o que ocorre pela primeira vez em toda a história do pais, uma vez que até a independência em 1975 só havia uma instituição de ensino superior na então cidade de Lourenço Marques, hoje Maputo e capital do pais.
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