Presidente Guebuza repudia acontecimentos de Nacala-Porto
Maputo, 12 Jun 09 (AIM) – O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, repudiou e condenou de forma veemente e irreticente os actos de vandalismo protagonizados última Terça-feira, na cidade nortenha de Nacala-Porto, por membros e simpatizantes da Renamo, contra as actividades politicas de Daviz Simango, líder do Movimento Democrático de Moçambique (MDM).
Supostos membros da guarda do líder da Renamo, o maior partido da oposição no país, tentaram, Terça-feira, assassinar Daviz Simango, quando ele se preparava para dirigir um comício popular na cidade de Nacala-Porto.
Simango é o actual edil da cidade da Beira, capital da província central de Sofala, e foi expulso da Renamo em Agosto do ano passado, tendo em Fevereiro deste ano criado o partido MDM.
“Repudiamos e condenamos, de forma veemente e irreticente, esses actos que são igualmente um atentado a consolidação da nossa jovem e vibrante democracia multipartidária”, sublinha o Chefe do Estado, numa mensagem emitida, esta última Quarta feira, a partir de Chòckwé, um dos pontos que escalou no âmbito da sua Presidência Aberta e Inclusiva a província de Gaza, Sul do país.
O Presidente Guebuza acrescenta, na sua mensagem que o respeito pelas liberdades dos cidadãos, constitucionalmente consagrados, é obrigatório para todos os moçambicanos, incluindo os partidos políticos e seus membros e simpatizantes.
O estadista moçambicano indicou, por outro lado, que tais actos estão enquadrados numa tentativa de obstruir o gozo da liberdade de expressão, um direito extensivo a todos.
O Presidente Guebuza apelou a todos os moçambicanos para que façam o seu melhor na promoção da unidade nacional, cultura de paz, diálogo e a tolerância.
Os acontecimentos de Nacala-Porto, província de Nampula, saldaram-se em agressões físicas, destruição de bens e na perturbação da lei, ordem e tranquilidade públicas.
Entretanto, o MDM remeteu última Quarta-feira a Procuradoria geral da República (PGR), a nível de Nacala-Porto, uma queixa contra membros da Renamo por tentativa de assassinato de Daviz Simango.
A queixa prende-se com o facto de a Renamo ter supostamente orquestrado um plano para assassinar o líder do MDM.

