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Censo/2007: recenseadas 20.07 milhões de pessoas

Maputo, 22 Ago 07 (AIM) - Um total de 20.069.738 pessoas foram registadas durante a fase de recolha de dados, no âmbito do III Recenseamento da População e Habitação, que teve lugar de 01 a 15 de Agosto corrente em Moçambique, indicam dados operacionais divulgados ontem, em Maputo.

Os dados apontam para o registo de 20.069.738 habitantes, contra uma projecção de 20.366.910. Este número representa uma cobertura de 98.5 por cento das projecções que apontavam para o registo de 20.366.910 pessoas.

Contudo, segundo o director do Gabinete Central do Recenseamento (GCR), João Loureiro, estes dados deverão conhecer alguma alteração, na medida em que o processo de recolha dos boletins ainda decorre.

“Há províncias com problemas de comunicação”, disse Loureiro, para quem os dados hoje apresentados deverão ser confirmados ou não pelo inquérito de cobertura a iniciar a 15 de Setembro próximo, uma operação que tem como objectivo aferir o grau de cobertura do Censo 2007.

Falando em conferência de imprensa, Loureiro revelou que o censo 2007 envolveu 47.768 recenseadores, 16.625 controladores e um total de 1.946 gabinetes de recenseamento, tendo custado mais de 293.4 milhões de meticais.

A União Europeia, com 283.9 milhões de meticais (11.070 mil dólares norte-americanos) foi o maior contribuinte, seguido da Suécia com 6.6 milhões de meticais (259.06 mil dólares). Outros contribuintes para esta operação foram o Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP), que alocou 1.7 milhões de meticais (66.2 mil dólares) e o governo moçambicano que desembolsou 963.6 milhões (37 mil dólares).

Os dados divulgados apontam que as províncias de Nampula (norte do país) e Zambézia (centro) continuam a ser as mais povoadas, as quais, no conjunto, registaram mais de 7.6 milhões de pessoas.

Com efeito, Nampula registou 3.888.356 pessoas contra a projecção de 3.861.347, o equivalente a uma cobertura de 100.7 por cento, enquanto a Zambézia teve uma cobertura de 97.7 por cento ao registar 3.792 mil pessoas, contra a projecção de 3.880.184.

A província de Inhambane (sul do país), segundo os dados operacionais, terá registado 1.618.503 pessoas, contra a projecção de 1.444.282, representando 112 por cento de cobertura, a maior de todas as províncias.

Em contrapartida, a cidade de Maputo registou 1.087.692 pessoas, contra a previsão de 1.271.569, uma cobertura de 85.6 por cento, a mínima registada no processo.

Comentando o facto, Loureiro aventou a hipótese de a capital moçambicana ter perdido a favor da província de Maputo grande parte da sua população nos últimos 10 anos.

Aliás, após as cheias, um número considerável de habitantes de Maputo foi reassentado em vários bairros e distritos da província de Maputo. “Estas são apenas hipóteses, dado que o fenómeno poderá ser esclarecido a partir das analises dos indicadores referentes a migração”, disse Loureiro, pondo de parte a existência de maior índice de omissões na cidade de Maputo.

“Estas são apenas hipóteses, dado que o fenómeno poderá ser esclarecido a partir das analises dos indicadores referentes a migração”, disse Loureiro, pondo de parte a existência de maior índice de omissões na cidade de Maputo.

Segundo ele, durante a recolha de dados foi também registado um cenário caracterizado por um aumento substancial da população em certos pontos do país, particularmente em áreas onde foram estabelecidas, nos últimos anos, algumas unidades industriais e económicas, facto que se pode aliar a migração por razoes de ordem económica.

Os mesmos dados apontam que seis das províncias, nomeadamente Niassa (103.9 por cento), Cabo Delgado (100.3), Nampula (100.7), Manica (100.1), Inhambane (112.6) e Maputo província (108.3), ultrapassaram as projecções iniciais.

Por seu turno, as províncias centrais de Sofala (90.0 por cento), Zambézia (97.7), Tete (93.5), e de Gaza (93.5 por cento) e cidade de Maputo (85.6), estas duas no sul do país, não alcançaram as previsões iniciais.

De acordo com o director do Gabinete Central de Recenseamento, estes dados ainda não são preliminares, pois estes últimos serão conhecidos no próximo mês de Novembro, enquanto os defenitivos só daqui há dois anos (Novembro de 2009).

Terminada a fase de recolha de dados, neste momento, segundo ele, está-se a proceder a recolha dos boletins, operação que vai decorrer até Setembro próximo, tendo já sido recebidos os boletins referentes a cidade de Maputo.

Em seguida será a fase de processamento, acto que vai decorrer em Maputo. No geral, loureiro disse que o censo foi um sucesso e que os problemas levantados durante o processo, nomeadamente a falta de material, problemas cartográficos e, ate, casos de embriaguez foram pontualmente resolvidos.


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