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A mando da PGR: PCA dos Aeroportos detido por desvio de fundos

Maputo, 21 Out. (AIM)- O Presidente do Conselho de Administração (PCA) dos Aeroportos de Moçambique (ADM), Diodino Cambaza, foi detido esta terça-feira, em Maputo, por ordem da Procuradoria-Geral da República (PGR), segundo noticiou a STV, uma televisão privada, no seu principal serviço noticioso.

De acordo com esta emissora, Diodino Cambaza, que se encontra detido na Cadeia Civil de Maputo, é acusado de desvio de fundos na instituição que dirigia.

A questão de desvio de fundos na ADM estava a ser investigada pela Inspecção Geral das Finanças e pelo Gabinete Central de Combate a Corrupção (GCCC).

O caso de desvio de fundos na empresa pública ADM, foi despoletado pelo semanário independente Escorpião, baseado em denuncias anónimas, tendo sido continuado pelo Zambeze.

Na ocasiao, o Escorpião referia que Cambaza utilizava fundos da empresa em beneficio próprio, como para a construção de uma residência na Matola, província de Maputo, reabilitação de um imóvel na Malhangalene, entre outros bens de luxo.

O “Zambeze” foi mais longe no artigo publicado no dia 18 de Setembro último ao dizer que Cambaza utilizou “de mais de três milhões de meticais para a conclusão da sua casa da Matola, conforme documentos que constam da contabilidade da empresa donde se pode verificar a respectiva localização, remodelação da sua casa da Malhangalene sita por detrás da Embaixada Russa e da casa onde vive na Sommershield, contudo alugada pela empresa por 4.500 dólares americanos e cujas obras decorrem há cerca de 26 meses tendo sido já gastos 12 milhões de meticais'.
 
Por outro lado, fala-se de transferência de avultadas somas de dinheiro para o Aeroporto de Tete sob pretexto de pagamento de obras que não se realizaram tendo o dinheiro sido usado para compra de muitas cabeças de gado.

A aquisição, em Maputo, de uma viatura da marca JAC,entre outros aspectos constam da lista de infraccoes que alegadamente cometidas por Cambaza.

Ha informações que indicam que o PCA recebia mensalmente 10 mil dólares norte-americanos de salario, enquanto os administradores auferiam 7.500.

Estas irregularidades vieram ao a público na sequência de denúncias de funcionários da empresa, que exigem a responsabilização criminal dos implicados.

O dossier corrupção na Empresa de Aeroportos de Moçambique passou por varias mãos. Entretanto, por considerar que o assunto não estava a merecer a atenção necessária de quem de direito, os trabalhadores resolveram denunciar estes problemas ao publico via comunicação social.

O GCCC, instituição adstrita a PGR ganhou interesse pelo assunto na sequência dos artigos publicados pela comunicação social.

Os passos que seguem a detenção de Cambaza sao a audição pelo juiz de instrução para posteriormente legalizar a prisão e decidir as medidas de coação jurisdicionais a aplicar ao indiciado.
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