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Contributo da mulher no desenvolvimento exige empoderamento

Maputo, 21 Abr. (AIM) – As mulheres devem ter poder a todos os níveis para melhor contribuírem para o desenvolvimento económico de Moçambique, defendeu hoje, em Maputo, a antiga Primeira-ministra moçambicana, Luísa Diogo.

Esta posição foi defendida durante uma conferência económica organizada pelo grupo privado SOICO, entidade do sector da comunicação social, que decorreu sob o lema “Contributo da Mulher no Desenvolvimento Económico de Moçambique”.
Para Luísa Diogo, a mulher está na periferia da tomada de decisão. Porém, já ficou provado que quando a mulher consegue um espaço dá um contributo muito valioso para sociedade e economia.
“As mulheres estão lá escondidas: no sector informal, no comércio transfronteiriço (mukheristas), a cuidar do lar (como donas de casa), entre outras áreas, mas o seu contributo é visível” defendeu.
Para Luísa Diogo, tudo aquilo que o país conquistou até hoje só tem sustentabilidade com o empoderamento da mulher.
A antiga Primeira-ministra moçambicana reconheceu os avanços que o país deu na colocação de mulheres em postos de governação, órgãos do Estado e direcção de empresas.
Contudo, Diogo defende que não basta estar no poder, é preciso que a mulher tenha poder “de facto”.
Por isso, as políticas de desenvolvimento do país devem ser mais ousadas para que as mulheres possam singrar nas áreas não tradicionais, tais como indústria petrolífera, recursos minerais, energia, finanças, transportes, negócios estrangeiros, entre outras.
“Não basta que a mulher esteja no poder, é preciso que ela tenha poder. Também é preciso que as mulheres no governo possam ocupar posições em áreas não tradicionalmente ocupadas por mulheres. O empoderamento da mulher não deve ser pelos seus lindos olhos, mas sim pelo contributo que ela pode dar para o país” explicou.
Alguns dados estatísticos mostram que a mulher ainda tem uma presença reduzida no emprego formal ou assalariado. Ela está mais presente na agricultura e no trabalho informal.
Para o Fórum Mulher, uma organização da sociedade civil que actua na defesa dos direitos da mulher, o analfabetismo é que dificulta o acesso da mulher ao emprego formal.
Este factor, adicionado às suas responsabilidades no lar, zelar pelos filhos, marido e assumir as tarefas domésticas, influem negativamente no seu desempenho no mercado de trabalho.
Frequentemente, a mulher é vítima de assédio sexual e outro tipo de discriminação no local do trabalho, o que a impede de mostrar as suas potencialidades.
Por seu turno, a ministra da mulher e acção social, Iolanda Cintura disse que o Governo tem vindo a desenvolver actividades com vista a empoderar a mulher, apoiando-a em iniciativas empreendedoras, portanto, de criação de auto-emprego.

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