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Criminalidade baixou 21 por cento em 2006

Maputo, 19 Abr 07(AIM) - O índice de criminalidade registado em Moçambique durante o ano de 2006 baixou na ordem de 21 por cento em relação ao de 2005, segundo estatísticas oficiais hoje divulgadas pelo Procurador Geral da Republica (PGR), Joaquim Madeira.



No seu informe anual a Assembleia da República (AR), o Parlamento moçambicano, Madeira disse que naquele ano (2006) foram registos 36.457 crimes, contra 45.950 do ano de 2005.

Os crimes contra a propriedade são os que ocuparam o primeiro lugar com 27.131 casos. Os crimes contra pessoas (7.800) e contra a ordem e tranquilidade (1.526) posicionaram-se nos lugares seguintes.

A Cidade de Maputo, com 31,6 por cento do total dos crimes, e a Província com mesmo nome, com 13 por cento, lideram as províncias com maior numero de crimes. Enquanto isso, as províncias de Manica (Centro) e Cabo Delegado (Norte) são as que registaram os índices mais baixos, inferiores a mil casos.

Quanto aos crimes violentos, o Procurador disse que em 2006 foram assassinadas pelo menos 1.185 pessoas e outras 4.687 agredidas fisicamente.

Sobre os linchamentos, Madeira revelou que foram instaurados, naquele ano de 2006, 17 processos, sendo sete na cidade de Maputo, outros sete na província com o mesmo nome, e os restantes três na província de Gaza, no Sul de Moçambique.

Durante aquele ano, as autoridades policiais registaram a violação sexual de 284 crianças, 401 mulheres e oito homens. Madeira acredita que estes dados podem estar longe da realidade por se tratar de um crime de difícil policiamento, por ocorrer em espaços privados, nem sempre acessíveis as autoridades.

Um total de 2,7 toneladas de cannabis sativa (vulgo Suruma) foram apreendidas em 2006 no país. As mesmas estatísticas avançadas pelo PGR referem que em 2006 foram também registados 617 delitos relacionados com a produção, consumo e tráfico de estupefacientes, contra 717 de 2005.

Durante o informe, O Procurador Madeira manifestou-se encorajado com a relativa melhoria da administração da justiça no país.

Segundo ele, os tribunais judiciais, desde o Supremo até ao nível distrital, proferiram 101.383 acórdãos e sentenças em todo o país, o que representa um incremento de 47,5 por cento em relação ao ano anterior.

A população prisional em 2006 cifrouse em 12.396 reclusos, dos quais 7.215 já tinham sido julgados. Daquele número, inclui-se 10.407 homens e 1.989 mulheres.

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