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Salário mínimo deve repor poder de compra

Maputo, 26 Abril 07 (www.jornalnoticias.co.mz) - O futuro salário mínimo no país, em discussão, deve recuperar o poder de compra que os moçambicanos perderam devido à inflação sofrida pela economia nacional, defendeu, ontem, Amós Matsinhe, presidente da OTM-CS, para quem o actual salário mínimo somente chega para cobrir metade das despesas básicas de uma família média, sem abranger os gastos com a Educação, Saúde e transportes. Matsinhe falava à Imprensa, por ocasião do lançamento da semana do 1º de Maio.

Dado este cenário, a OTM-CS garante que fará, uma vez mais, das festividades do Dia Internacional do Trabalhador uma ocasião especial para reiterar a luta pela adopção de um salário que dignifique os empregados. 
“Faremos deste 1º de Maio o dia em que reivindicamos melhores condições de trabalho e um momento de reflexão sobre os avanços conquistados no sindicalismo no país”, disse Amós Matsinhe, sublinhando que actualmente a OTM-CS congrega 17 sindicatos nacionais, uma associação de vendedores informais e pouco mais de 2500 membros.
Escusando-se a avançar números, o presidente garantiu que a OTM-CS leva para a reunião da Comissão Consultiva de Trabalho (CCT), que hoje começa, uma proposta de salário mínimo que minimize o sofrimento dos trabalhadores.  
Numa altura em que se discute a nova Lei do Trabalho, o presidente da OTM-CS frisou que a sua instituição deplora a morosidade que se regista na aprovação dos direitos sindicais dos trabalhadores da Função Pública, algo que, de certa forma, limita os profissionais afectos àquele sector de se manifestarem contra as eventuais injustiças de que possam ser alvo.
Sob o lema “Exigimos a Manutenção dos Direitos Sindicais na Futura Lei do Trabalho”, as festividades desde 1º de Maio realizam-se numa altura em que o país ainda se ressente das calamidades que se abateram sobre as regiões sul e centro, nomeadamente as cheias no vale do Zambeze, o ciclone Fávio e as explosões do paiol de Mahlazine. Estas circunstâncias farão, segundo Amós Matsinhe, que os trabalhadores do país todo aproveitem o seu dia para, de diversas formas, manifestarem a sua solidariedade com as vítimas daquelas calamidades.
As festividades deste ano terão maior expressão nas cidades da Beira e Maputo, sendo que nesta última urbe se prevê uma grande concentração popular na Praça da Independência, onde, para além do habitual desfile dos trabalhadores, está agendado um espectáculo musical.
Segundo apurámos, para efeito será instalado no local um grande hidráulico, vindo dos Estados Unidos, que alberga cerca de 80 toneladas de equipamento de som e luz e está equipada com uma tecnologia de ponta que permite a sua automontagem.
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