Ferramentas Pessoais
Acções do Documento

Nova identidade para empresa “Águas de Moçambique”

Maputo, 26 Ago. (AIM) - A Empresa pública “Águas de Moçambique” acaba de mudar de identidade, no âmbito da reestruturação em curso desde que passou para a gestão totalmente moçambicana no início deste ano.

Nesse contexto, a empresa passa a denominar-se “Águas da Região Sul” e a contar com novo logótipo que “é uma torneira a jorrar o “preciso líquido”, acompanhado pelo lema “Orgulho Nacional é referência internacional”.
A nova identidade da empresa foi apresentada hoje, em Maputo, numa cerimónia que contou com a presença de membros do Governo, corpo diplomático acreditado em Maputo, edis de Maputo e da Matola, bem como funcionários e colaboradores da empresa, entre outros convidados.
Segundo o Presidente do Conselho de Administração da empresa, Frederico Martins, a mudança de nome resulta do facto de este não representar a área de actuação da empresa, que neste momento serve as cidades de Maputo e Matola, bem, como a vila de Boane e perspectiva-se expandir os serviços aos distritos de Marracuene e Moamba.
Sobre o logótipo, a mudança é resultante do facto de este representar a empresa Águas de Portugal, antes maior accionista da firma.
“A ideia é aproximar o logótipo à imagem do Fundo de Investimento e Património do Abastecimento de Água (FIPAG) o maior accionista da empresa em representação do Estado moçambicano”, explicou.
Na ocasião, o Ministro das Obras Públicas e Habitação, Cadmiel Muthemba, chamou atenção aos trabalhadores para não se preocuparem com o nome, mas sim com a satisfação dos moçambicanos.
“Queria dizer aos trabalhadores da empresa que o mais importante não é o nome, mas aquilo que os cidadãos desta região esperam da empresa”, disse Muthemba, apelando-os para que tenham o sentido de servir e não se servirem, “porque a empresa não é para servir aos administradores, directores, mas sim aos cidadãos que são os nossos patrões”.
O ministro falou ainda da necessidade de se reduzirem as perdas de água que até ao fim do ano se situavam acima dos 50 por cento da água produzida, o que implica um grande desperdício.
A empresa “Águas da Região de Maputo” produz 240 mil metros cúbicos de água por dia.
A empresa “Águas de Moçambique” foi criada em 1977, inicialmente como “Águas de Maputo”.
No período anterior a Independência Nacional existiam os Serviços Municipalizados de Água e Electricidade, designados pela abreviatura SMAE, que era responsável pelo fornecimento de água e electricidade às comunidades.
Após a independência, os dois serviços mantiveram-se unificados nos primeiros anos até ao seu desmembramento, com a criação, em 1977, através do Decreto-Lei no 38/77, de 27 de Agosto, da Empresa Nacional de Electricidade de Moçambique (EDM), E.E. e a criação da Empresa Águas de Maputo, E. E.
Com a reestruturação, transformação e redimensionamento do sector empresarial do Estado, operado através da Lei no 15/91, de 3 de Agosto, grande parte das empresas estatais foram transformadas em Empresas Públicas, como ocorreu com a EDM, E.E. que passou para o regime jurídico de Empresa Pública. Esta realidade não se verificou com a empresa Águas de Maputo, E.E. pois a mesma continuou sob o regime jurídico das empresas estatais.
Em 1998, através do Decreto nº 72/98, de 23 de Dezembro é criada a base legal que permite a implementação de um Quadro de Gestão Delegada do Abastecimento de Água. Nos termos daquele diploma legal, a delegação pôde processar-se através de Contratos de Cessação, Cessão de Exploração e Contratos de Gestão.
Havendo necessidade da entrega do controlo do serviço de abastecimento de água a um operador privado, em 1999, por Escritura Pública de 25 de Outubro, e no 3º Cartório Notarial de Maputo, foi constituída a sociedade Águas de Moçambique, SARL.
Foi naquele âmbito que o Estado Moçambicano, representado pelo FIPAG celebrou, em 1999, o Contrato de Cessão de Exploração do Serviço de Abastecimento de Água com a empresa Águas de Moçambique, SARL.
Inicialmente a estrutura societária integrava a SAUR Internacional, um consórcio francês que era então o sócio maioritário, seguido da Águas de Portugal (AdP) e da MAZI, entidade que integra um conjunto de empresas moçambicanas. Em 2002 o accionista francês retirou-se da sociedade, tendo a AdP passado a ser o accionista maioritário.
Entretanto, decorrendo o 11º ano de implementação do Contrato de Cessão, a 28 de Dezembro último, celebrou-se o Acordo de Aquisição das Acções da AdP-Águas de Portugal na AdeM, pelo FIPAG, passando este a deter a posição de accionista maioritário nesta empresa.
Assim, a estrutura accionista passou a ser composta pelo FIPAG, com 73 por cento das acções, e a empresa moçambicana Mazi, detentora dos restantes 27 por cento.
A transferência das acções do grupo português para o FIPAG custou aos cofres do Estado seis milhões de Euros. Deste montante, 3.45 milhões de Euros deverão ser pagos directamente à Águas de Portugal e os restantes 2.55 milhões de Euros serão utilizados para pagar as dívidas da empresa no Banco Internacional de Investimentos (BCI).
Já foram pagos directamente a Águas de Portugal um milhão de Euros e os restantes 2.45 milhões serão pagos até finais de 2012, segundo o acordo rubricado entre as partes.

« Dezembro 2014 »
Do
123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031
INTRANET


Quem pode aceder?
Esqueceu a sua senha?