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HIV/SIDA: Seroprevalência continua grave em Moçambique

Maputo, 1 Dez. (AIM) - Apesar dos número do Inquérito Nacional de Prevalência, Riscos Comportamentais e Informação sobre o HIV e SIDA (INSIDA) publicados recentemente apontarem para uma redução da taxa de seroprevalência em Moçambique, a situação continua preocupante no país.

Segundo o Conselho Nacional de Combate ao HIV/SIDA, a situação epidemiológica da população no país é grave. Estima-se que 440 pessoas se infectam todos os dias em Moçambique, e a principal via de contracção do vírus é sexual.
Dados oficiais apontam que só em 2009, 96 mil pessoas morreram devido ao SIDA, ao mesmo tempo que o número de Crianças Órfãs e Vulneráveis aumentou Neste momento, existem no país 510 mil crianças órfãs vítimas do HIV/SIDA.
De referir que hoje se celebra o dia mundial de luta contra o SIDA. Este ano, Moçambique adoptou o lema “Reafirmamos a nossa moçambicanidade na luta contra o HIV e SIDA, promovendo comportamentos mais responsáveis”.
As cerimónias centrais foram dirigidas pelo Primeiro-Ministro, Aires Ali, e tiveram lugar no distrito de Chókwè, na província meridional de Gaza. Chókwè é o distrito mais afectado pelo HIV em Moçambique, com uma taxa de 27 por cento de acordo com a última ronda epidemiológica realizada em 2008.
De referir que durante as cerimonias centrais do dia mundial de luta contra HIV/SIDA, em Moçambique, serão lançados os dados definitivos do INSIDA, que aponta para uma taxa de prevalência de 11.5 por cento.
Por ocasião das comemorações do Dia Mundial de Luta contra a SIDA, o Director Regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para Carica, Luís sambo, emitiu uma declaração apelando à necessidade crucial de reforçar os direitos humanos na resposta à epidemia dos HIV/SIDA e de garantir o acesso universal à prevenção, cuidados e tratamento do HIV.
“Os direitos humanos são fundamentais para todo e qualquer tipo de resposta ao HIV/SIDA. A promoção e a protecção destes direitos são necessárias para capacitar indivíduos e comunidades a darem resposta à epidemia”, refere Sambo.
“O Dia Mundial de Luta contra a SIDA oferece uma oportunidade para que todos nós tomemos medidas que garantam que os direitos humanos das pessoas que vivem com o HIV/SIDA (PVVS) são protegidos e para que continuemos a pugnar no sentido das metas do acesso universal à prevenção, tratamento e cuidados”, acrescentou.
Segundo Sambo, estão a registar-se progressos na luta contra o HIV/SIDA. “O número de novas infecções por HIV está progressivamente a diminuir ou a estabilizar nos países. No entanto, o ritmo a que ocorrem novas infecções continua a ser demasiado alto e continua a ser motivo de grande preocupação”.
A nível mundial as comemorações decorrem sob tema “Acesso Universal e Direitos Humanos”. Dados avançados pela OMS referem que, até ao final de 2009, cerca de 3,9 milhões de pessoas com SIDA estariam a receber terapêutica anti-retroviral (ART) na África Subsariana, o que representa um aumento de 13 vezes nos últimos seis anos.
“Ainda que os progressos sejam encorajadores, não devemos ser complacentes, já que persistem enormes lacunas na disponibilização de acesso a intervenções-chave. Os prestadores de serviços sociais e de cuidados de saúde devem ser mais receptivos às necessidades específicas das pessoas que vivem com o HIV/SIDA. Devem garantir a confidencialidade e prevenir o estigma e a discriminação”, aconselhou.

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