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Rádios comunitárias devem ser factor de estabilidade

Maputo, 03 Dez. (AIM) – O Primeiro-Ministro (PM) moçambicano, Aberto Vaquina, disse hoje, em Maputo, que as rádios comunitárias devem ser um factor de estabilidade política e social no país. Segundo Vaquina, as rádios comunitárias e a comunicação social, no geral, devem posicionar-se contra todas as formas evidentes e não de promoção do ódio e violência.

“A comunicação social, em geral, e as rádios comunitárias de forma especial, estando ao serviço das suas populações devem ser um factor de estabilidade político-social, posicionando-se pela preservação da paz e harmonia social e contribuindo decisivamente contra todas as formas evidentes ou não de promoção do ódio e violência”, vincou o PM. Ele falava na abertura da conferência internacional “Reflexões Críticas sobre Rádios Comunitárias em África” que decorre, na capital moçambicana, de hoje até a próxima Quarta-feira. O objectivo deste encontro é reflectir sobre o papel das rádios comunitárias em África, sabido que elas enfrentam inúmeros desafios relacionados com o ambiente social, político, sustentabilidade financeira, entre outros. Na maioria dos países, as rádios comunitárias não apenas removeram o monopólio estatal na radiodifusão, mas também trouxeram o pluralismo e a diversidade do sector, dando voz às comunidades nos processos de desenvolvimento e proporcionando a oportunidade e o direito de participar nas decisões sobre a sua própria vida. No tocante a Moçambique, O Primeiro-Ministro disse que o governo está comprometido em fortalecer a comunicação social, especificamente a comunitária, por estar mais próxima das zonas rurais, onde vive a maioria da população “e que no dia-a-dia da luta para se libertar da pobreza, alcança sucessos que nem sempre são conhecidos e divulgados”. “São as rádios comunitárias que devem tirar do anonimato esta camada, revelando as suas preocupações, enaltecendo os seus esforços e celebrando as suas vitórias”, indicou Vaquina, frisando que é neste contexto que o Governo continuará a apoiar e a criar condições para que a migração tecnológica, cujo auge está previsto para 2015, tenha lugar de forma pacífica no país. Segundo Vaquina, a estima que as rádios comunitárias têm nas comunidades decorre, em grande parte, do facto de estas se socorrerem das diversas línguas moçambicanas, localmente faladas, para a divulgação das suas mensagens, para além de que os seus programas reflectem o interesse das populações, captando com mais acuidade e sensibilidade detalhes e até mesmo questões essenciais da vida das comunidades que as emissoras nacionais dificilmente poderiam tratar. A conferência irá abordar vários assuntos tais como o acesso a informação, migração tecnológica, uso de novas tecnologias de informação e comunicação, a génese das rádios comunitárias e seu enquadramento legal, as rádios comunitárias e as questões da cultura, língua e identidade, sistema de financiamento para rádios comunitárias e sustentabilidade, entre outros temas.
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